segunda-feira, 20 de outubro de 2014
VI Jornada de Psicologia do LAFAM
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Debate no Senado Federal sobre regulamentação do uso recreativo, medicinal ou industrial da maconha
“Temos que entender a maconha por meio de suas múltiplas dimensões. Entender o ser humano, um ser biológico, psicossocial, espiritual e que, em algum momento da sua história, vai encontrar com algum tipo de droga. É assim que temos que pensar na política e analisar se a droga deve ou não ser legalizada”.
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Senado Federal ; Uso recreativo da maconha
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Audiência Pública da Comissão de Direitos Humanos
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Comissão de Direitos Humanos
Audiência Pública da Comissão de Direitos Humanos
A ABEAD, representada pela presidente Ana Cecília Marques, está na Audiência Pública da Comissão de Direitos Humanos, sobre a Sugestão nº 8/2014, que trata da regulamentação do uso recreativo, medicinal ou industrial da maconha, relativamente sobre o posicionamento dos atores sociais contrários à liberação.
Além da psiquiatra, compõem a mesa o relator Senador Cristóvão Buarque; Padre Aníbal Gil Lopes, representante da arquidiocese do Rio de Janeiro; Marcos Zaleski, psiquiatra; Alexandre Sampaio Zakir, delegado de polícia corregedor do Estado de SP; e o deputado federal Osmar Terra.
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quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Estigmas que enclausuram
Culpa, vergonha e medo de falar sobre o problema. Esses são alguns dos sentimentos inerentes às pessoas que precisam de atenção especial, em razão do abalo à saúde mental. Embora se fale em predisposição genética, o que pouca gente sabe é que o uso de drogas é um fator de risco para o desenvolvimento de quadros psiquiátricos graves, como a depressão, esquizofrenia, ansiedade, demência, entre outras morbidades.
Sobre o receio de ir ao médico psiquiatra e as medidas necessárias para que o tratamento seja precoce, a presidente da ABEAD, Ana Cecília Marques, assinou um artigo no Jornal Correio Braziliense. Para a médica, já passou da hora de intervir a favor da vida.
Leia a matéria na íntegra:
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Tratamento de vícios
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Cerveja na chupeta: contato precoce com a bebida pode favorecer o vício na fase adulta
Especialistas
alertam que brincadeiras com álcool indicam uma permissividade com a droga que
pode despertar, nas crianças, um interesse precoce pela bebida
Alguns
acham engraçado, outros o fazem por hábito cultural. Ainda há os que pensam
que, assim, vão desestimular os filhos a beber no futuro. O fato é que não é
raro os adultos oferecerem um pouco de álcool às crianças, seja molhando a
chupeta na cerveja, seja deixando que tomem um golinho. Embora não exista
consenso se a prática poderá, mais tarde, influenciar um comportamento de abuso
ou adição, especialistas alertam que, por trás da brincadeira, está a
permissividade familiar em relação à bebida alcoólica. E isso, sim, pode ter
consequências negativas.
Na
edição do próximo mês da revista Alcoholism: Clinical Experimental Research, será publicado um artigo de pesquisadores
americanos no qual se procurou investigar como crianças com menos de 12 anos
têm esse primeiro contato com a bebida. Os especialistas do Centro Médico da
Universidade de Pittsburgh e do Centro de Pesquisa em Adição da Universidade de
Michigan não estavam interessados em analisar o comportamento de adolescentes
que bebem regularmente ou consomem drinques eventuais. Na verdade, queriam
entender o que se passa antes disso, uma fase que chamam de iniciação na prova do
álcool.
Os
especialistas utilizaram dados de um estudo longitudinal sobre fatores de risco
para ingestão precoce de álcool, o Projeto Adolescente. No início da década de
2000, uma amostra de 452 crianças — 238 meninas e 214 meninos — de 8 a 10 anos
e suas famílias foi escolhida aleatoriamente e contatada pelos pesquisadores.
Os pequenos, então, passaram por uma entrevista com ajuda de computador, assim
como os pais deles. Os questionários foram refeitos três vezes ao longo de 18
meses. Sete anos e meio depois, os participantes voltaram a ser procurados
pelos investigadores.
A
abordagem com as crianças consistia em perguntar se elas sabiam que bebidas
como licor, cerveja e vinho continham álcool e questionar se já haviam provado
alguma delas. Aquelas que diziam “sim” deveriam clicar em todos os contextos
nos quais isso havia ocorrido: cerimônia religiosa, jantar com a família, festa
familiar, sozinhas ou com alguém fora do seio familiar. Então, perguntava-se se
já haviam tomado um drinque inteiro alguma vez. Os pesquisadores colocaram no
grupo de abstêmios as que só tinham provado álcool na prática religiosa. Quanto
às demais, 201 tinham tomado pelo menos um gole na infância.
União de fatores
Nas
entrevistas, também se procurou saber se as crianças achavam que os pais
aprovavam esse comportamento. Um teste semelhante foi aplicado com os adultos,
que deveriam responder se tinham alguma objeção em relação ao contato precoce
dos filhos com a bebida, além de dizer se consumiam álcool e em com qual
frequência. O fator que mais influenciou as crianças a provar o álcool foi a
percepção da aprovação dos pais. O fato de o pai e/ou da mãe beber socialmente
também teve influência. “Por sua vez, as respostas das famílias foram bem de
acordo com as das crianças, com os pais admitindo que aprovavam plenamente que
seus filhos tomassem alguns goles de álcool”, conta Zucker.
Na
amostra analisada, passados sete anos e meio, nenhuma dessas crianças haviam
desenvolvido problemas como abuso de álcool, consumo de maconha e outras
drogas, delinquência e comportamento sexual de risco. “Isso sugere que,
sozinho, o fato de provar álcool na infância não está relacionado ao
envolvimento com esses tipos de problema na adolescência”, diz o pesquisador.
O que
não significa, contudo, que está tudo bem oferecer golinhos de bebida para
crianças. “Essa pesquisa também sugere que, se as crianças não percebem seus
pais como desaprovadores, elas serão mais propensas a tomar o primeiro passo no
uso de álcool. Mais do que isso, ela mostra que, se os pais bebem na frente dos
filhos, estes também terão maior propensão a beber quando crianças. Espero que
isso faça os pais mais cautelosos a respeito de beber na frente dos filhos e
sobre as mensagens que estão enviando para elas quanto à bebida”, afirma o
coautor do estudo, John E. Donovan, psiquiatra do Centro Médico da Universidade
de Pittsburgh.
Além
disso, Donovan alerta que pesquisas anteriores — algumas conduzidas por ele —
indicam que provar o álcool na infância aumenta os riscos de se começar a beber
regularmente antes da idade adulta. De acordo com Ana Cecília Marques,
presidente da Associação Brasileira de Estudo do Álcool e Outras Drogas
(Abead), os que experimentam a bebida aos 12 anos têm 12% de risco de se
tornarem dependentes, percentual que vai para 2% quando esse contato é feito
aos 22. “O ideal é adiar ao máximo possível”, aconselha a psiquiatra.
Festeje, mas eduque
Para o
psiquiatra John E. Donovan, do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh, uma
das principais mensagens da pesquisa do Centro Médico da Universidade de
Pittsburgh e do Centro de Pesquisa em Adição da Universidade de Michigan é que
a permissividade dos pais em relação ao consumo do álcool — próprio ou por
parte das crianças — deve ser repensada.
Presidente
da Associação Brasileira de Estudo do Álcool e Outras Drogas (Abead), Ana
Cecília Marques concorda. “A história do álcool tem a ver com a história da
humanidade, está até na Bíblia. Por isso, não é tão fácil fazer a prevenção.
Mas o modelo parental é fundamental para a estruturação dos filhos, é preciso
explicar para a criança e para o adolescente que, quanto mais tarde
experimentar, melhor.”
A
psiquiatra afirma que os pais não precisam se tornar abstêmios. “Mas, se estão
em uma festa de adultos e os filhos também estiverem ou forem brindar em um
momento especial, têm de aproveitar para ensinar que aquele não é um produto
para crianças e adolescentes. Também têm de prestar atenção à quantidade e não
ficar enchendo a cara na frente dos filhos. Não vejo como erradicar a bebida
alcoólica do planeta, mas é preciso proteger os filhos sendo pais
equilibrados”, diz.
Aos 13
anos, França* ficou órfão de pai e, a contragosto, foi designado pela mãe como
o “homem da casa”. Até então, jamais havia chegado perto de álcool. O pai,
operário que ajudou a construir Brasília, não era “farrista”, embora a mãe
gostasse de beber escondida. Por volta dos 15, 16 anos, quando arrumou o
primeiro emprego, o rapaz começou a frequentar festas e, em uma delas, se
embriagou. Chegou em casa constrangido, mas se surpreendeu com a reação
materna. “Em vez de me repreender, ela disse que homem tinha de ter um vício”,
recorda.
Sem
responsabilizar a mãe pela dependência que desenvolveu, hoje, França, 56 anos,
está internado pela segunda vez em uma clínica de reabilitação. “Ela bebia
escondida desde moça. Morreu no fim do ano passado aos 86 anos e eu soube que
tinha bebido. Mas não a responsabilizo. Eu continuei a beber porque gostei,
porque aquilo me dava prazer”, ressalta.
Inclinação natural
Diretora
da Clínica Renascer, a psicanalista Janete Krissak Pinheiro observa que existe
uma inclinação natural na sociedade para encontrar a culpa no outro,
principalmente no que diz respeito aos comportamentos de dependência, como o
alcoolismo. “Mas, independentemente da família estimular a bebida, se acontece
um efeito de prazer, é isso que fica. Não é porque você vive em um meio em que
é muito mais fácil beber que vai se tornar alcoolista.”
Contudo,
a psicanalista reforça a importância de os pais darem o exemplo e colocarem
limites nos hábitos dos filhos. “A criança é o fruto da educação que recebe.
Embora não dê para classificar que beber é algo insano, você também não vai
começar a beber às 10h e parar às 16h. A criança vê isso. Obviamente, se a
família traz essa mensagem de permissividade com o álcool, a criança vai
entender e assimilar isso como algo natural. O desenvolvimento do alcoolismo se
dá porque algo na ordem do limite não foi associado pela criança”, reforça.
Entre
os pacientes da Clínica Renascer, está João*, 52 anos, há mais de 80 internado
para reabilitação. Diferentemente de França, ele começou a beber tarde, com 21
anos. Embora dependente, decidiu jamais deixar que os filhos, hoje dois homens
de 18 e 21 anos, chegassem perto de bebida no ambiente doméstico e nunca deu
uma provinha para eles. “Depois que eles nasceram, álcool dentro de casa só o
de limpeza”, conta. A falta de incentivo parece ter surtido efeito — nenhum dos
dois bebe.
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Vicio
terça-feira, 26 de agosto de 2014
2ª jornada preparatória 2014 para o XXIII Congresso da ABEAD 2015
Caros
O
debate precisa continuar.
Cada
vez mais é necessário o aprofundamento sobre o tema, principalmente sobre o que
acontece nos bastidores, para entender e agir na direção certa.
Participem
da 2ª jornada preparatória 2014 para o XXIII Congresso da ABEAD 2015, que
vai apresentar o tema "Maconha: os dois lados da moeda".
Um
dos cenários: existem dois projetos de lei pela legalização no Senado, mesmo
diante da última pesquisa Nacional que mostrou uma grande maioria da população
brasileira contra a legalização.
Sua
participação é de extrema importância.
Não
deixe de comparecer.
Mais informações: http://www.abead.com.br/site/?p=1789
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
quinta-feira, 31 de julho de 2014
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Congresso Nacional: Inclua qualquer bebida alcoólica dentro das restrições à propaganda de álcool
Eu acabei de assinar o abaixo-assinado
"Congresso Nacional: Inclua qualquer bebida alcoólica dentro das
restrições à propaganda de álcool" na Change.org.
É importante. Você também quer assinar?
Aqui está o link:
http://www.change.org/pt-BR/petições/congresso-nacional-inclua-qualquer-bebida-alcoólica-dentro-das-restrições-à-propaganda-de-álcool?recruiter=86519826&utm_campaign=signature_receipt&utm_medium=email&utm_source=share_petition
É importante. Você também quer assinar?
Aqui está o link:
http://www.change.org/pt-BR/petições/congresso-nacional-inclua-qualquer-bebida-alcoólica-dentro-das-restrições-à-propaganda-de-álcool?recruiter=86519826&utm_campaign=signature_receipt&utm_medium=email&utm_source=share_petition
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terça-feira, 22 de julho de 2014
Álcool e violência
Terminada a Copa do Mundo, em cujos estádios foi permitida a
comercialização de bebidas alcoólicas durante os jogos, uma questão que fica
para a sociedade é o impacto
do consumo de álcool sobre os índices de violência. Contamos hoje com a psiquiatra Ana Cecilia Petta Roselli
Marques para abordar o tema. Fica aqui também
um convite a todos os leitores para participarem desse importante debate por
ocasião da “1ª Jornada Preparatória: Políticas Preventivas sobre Drogas e a
Realidade Brasileira”, promovida pela Associação Brasileira de Estudos do
Álcool e outras Drogas (ABEAD), que acontecerá no próximo dia 15 de agosto
(informações no final do texto).
Álcool e Violência: uma epidemia não debatida
A Política do álcool no Brasil tem avançado muito pouco,
mas sua história é longa. Há pelo menos 40 anos alguns pesquisadores
brasileiros se juntaram com uma preocupação única: o impacto da bebida
alcoólica na sociedade. Uma proposta voltada para a prevenção foi encaminhada
ao governo federal, pois as repercussões do uso do álcool já atingiam jovens
adultos, no auge de sua capacidade produtiva. Hoje, os relatórios apontam para
muitas outras interfaces do uso do álcool como causa do desenvolvimento de doenças
crônicas não comunicáveis; violência interpessoal, doméstica, contra crianças,
auto-infringida levando ao aumento das taxas de suicídio; doenças mentais,
acidentes no trânsito, entre outras consequências que geram incapacidades e
morte precoce.
Se não bastassem todas estas evidências, ainda existe a
parte não declarada desta história, para que todos entendam a necessidade de
desenvolver uma política justa, obrigação de todos os governos. Na década de
90, durante um jogo de futebol, que decidia um importante campeonato
brasileiro, aconteceu um desastre, a “Noite das Garrafadas”, com um saldo muito
negativo de mortos e feridos gravemente, em decorrência da intoxicação
alcoólica. A mistura de bebida alcoólica com esporte, não combina mesmo.
Naquele momento, a sociedade não se omitiu, e pressionou
os políticos, aliados ao Ministério Público, e criou o Código de Direitos do
Torcedor, que se transformou no Estatuto do Torcedor, e logo a seguir, em
2003, a Lei do Estatuto do Torcedor, que proibiu a venda de bebidas
alcoólicas nos estádios. Uma conquista da sociedade brasileira que mereceu
comemoração, uma política de vanguarda. Desde então, e comprovado por vários
relatórios, como o livro de Maurício Murad (2007), o levantamento sobre Os
Danos relacionados ao Álcool da Organização Panamericana de Saúde (2012), o
consumo de bebidas e a violência diminuíram, consideravelmente.
Infelizmente, não durou muito… Assim que o Brasil
comemorou ser a sede da Copa em 2014, por volta de 2007, imediatamente a FIFA
obteve do governo brasileiro um documento assinado pelo presidente da
república, garantindo que o país aceitaria todas as regras da federação, entre
outras, a liberação da bebida alcoólica nos estádios de futebol. E esta tem
sido a maior derrota para os brasileiros, pois uma medida de proteção foi
anulada a despeito da comprovação de sua efetividade. Voltou à cena a
intoxicação, cujas repercussões são tão graves quanto aquelas decorrentes do
uso crônico. E quem esteve no estádio comentou sobre o fluxo contínuo de
usuários nos locais de distribuição de bebidas, atrapalhando o espetáculo.
O que mais pode estar por trás da liberação de bebidas
alcoólicas nos estádios? É preciso ficar muito atento com as manobras dos
grupos de interesse em manter a lei Geral da Copa e a permissão para vender
bebidas alcoólicas nos estádios. Também desejar que o policiamento ostensivo
observado durante os jogos continue depois da Copa, é sonhar demais…
É preciso registrar que o país tem um consumo per capita
de etanol alto, cujo impacto individual, familiar, social e econômico, aponta
há muito tempo para a necessidade de uma política especial, sem retrocessos. O
bem estar comum deve estar acima de tudo, do dinheiro, da indústria, dos
governos, e só este direito humano garantido produzirá um desenvolvimento
sustentável e uma nação protegida.
Dra. Ana Cecilia Petta Roselli
Marques (psiquiatra)
é Presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas
(ABEAD)
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Copa do mundo 2014
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Alcoolismo e prejuízo na vida profissional
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Dependente químico
Bebida alcoólica deve ser liberada em estádios? Não
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Copa do mundo 2014,
Estádios de futebol
ABEAD realizará Jornada preparatória para o XXlll CBABEAD
Como regularizar a Comunidade Terapêutica
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Veja como avaliar o limite de consumo de álcool
Matéria transmitida no programa Bem Estar
Rede Globo
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quinta-feira, 26 de junho de 2014
ANOTE EM SUA AGENDA!
JORNADAS PREPARATÓRIAS PARA O XXIII CBABEAD 2014
15/08/2014
POLÍTICAS SOBRE DROGAS E A REALIDADE BRASILEIRA
Coordenação: ABEAD e Uni Paulistana
Rua Madre Cabrini, 58 - Vila Mariana - São Paulo, SP
8:00 ás 9:00
Anfiteatro da Uni Paulistana
Inscrições
Abertura
9:00 às 12:00
Advocacy: o futuro da prevenção?
Advocacy: conceitos – Adriana Carvalho
Estratégias de Comunicação e Mobilização – Daniela Guedes
A Lei Antifumo: case brasileiro - Monica Andreis
Prevenção de Álcool e Tabaco para o município: a experiência de Tarumã (SP) Ana Cecilia Marques
12:00 às 13:30
Almoço
13:30 às 14:30
Conferência: A Prevenção de Drogas: o que podemos aplicar no Brasil para avançar com a Prevenção?
Sérgio de Paula Ramos
14:30 às 17:30
Painel: Princípios aplicados, resultados obtidos?
Coordenação: Ana Cecilia Marques
Tendências epidemiológicas do uso de drogas entre os adolescentes brasileiros 2006/2012
Clarice Madruga
Adolescência e os comportamentos de risco hoje
Ilana Pinsky
Quem são e o que nos dizem as famílias brasileiras?
Helena Sakyama
Prevenção de Drogas começa em casa e continua na Escola
Evelina Holender
E a Universidade?
João Paulo Lotufo
E as empresas?
Selene Barreto
Intervenção Breve no Brasil: avanços
Erikson Furtado
A Prevenção segundo a Política Brasileira de Drogas
Vitore Maximiliano
17:30 às 18:30
Debate com os especialistas: Estamos no caminho certo?
Coordenação: Ana Cecilia Petta Roselli Marques
JORNADAS PREPARATÓRIAS PARA O XXIII CBABEAD 2014
15/08/2014
POLÍTICAS SOBRE DROGAS E A REALIDADE BRASILEIRA
Coordenação: ABEAD e Uni Paulistana
Rua Madre Cabrini, 58 - Vila Mariana - São Paulo, SP
8:00 ás 9:00
Anfiteatro da Uni Paulistana
Inscrições
Abertura
9:00 às 12:00
Advocacy: o futuro da prevenção?
Advocacy: conceitos – Adriana Carvalho
Estratégias de Comunicação e Mobilização – Daniela Guedes
A Lei Antifumo: case brasileiro - Monica Andreis
Prevenção de Álcool e Tabaco para o município: a experiência de Tarumã (SP) Ana Cecilia Marques
12:00 às 13:30
Almoço
13:30 às 14:30
Conferência: A Prevenção de Drogas: o que podemos aplicar no Brasil para avançar com a Prevenção?
Sérgio de Paula Ramos
14:30 às 17:30
Painel: Princípios aplicados, resultados obtidos?
Coordenação: Ana Cecilia Marques
Tendências epidemiológicas do uso de drogas entre os adolescentes brasileiros 2006/2012
Clarice Madruga
Adolescência e os comportamentos de risco hoje
Ilana Pinsky
Quem são e o que nos dizem as famílias brasileiras?
Helena Sakyama
Prevenção de Drogas começa em casa e continua na Escola
Evelina Holender
E a Universidade?
João Paulo Lotufo
E as empresas?
Selene Barreto
Intervenção Breve no Brasil: avanços
Erikson Furtado
A Prevenção segundo a Política Brasileira de Drogas
Vitore Maximiliano
17:30 às 18:30
Debate com os especialistas: Estamos no caminho certo?
Coordenação: Ana Cecilia Petta Roselli Marques
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Maconha: legalizar jamais!
A polêmica
sobre o uso da maconha tem sido alvo de muita atenção pela mídia, bem como na
área científica em geral. Profissionais da saúde estão unidos contra a possível
legalização, lutando em benefício da saúde.
Destaco a
batalha da Dra. Ana Cecília Roselli Marques, psiquiatra da ABEAD (Associação
Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas), em entrevista ao Jornal Folha
de S. Paulo em 01/02/2014 a Dra. Ana Cecília explicou que:
“Estudos
mostram que, além da dependência, o uso crônico produz bronquite crônica,
insuficiência respiratória, aumento do risco de doenças cardiovasculares,
câncer no sistema respiratório, diminuição da memória, ansiedade e depressão,
episódios psicóticos e de pânico e, também, um comprometimento do rendimento
acadêmico e/ou profissional. Por que optar por um caminho que oferece tantos
riscos?”
A maioria dos
usuários de maconha encontra-se no estágio da pré-contemplação, ou seja, o
usuário não encara seu uso como problemático ou causador de problemas, tampouco
considera algum tipo de mudança. Em geral, não busca tratamento
voluntariamente, e sim por causa dos pais, família, escola, trabalho ou por
encaminhamento judiciário
O indivíduo
nesse estágio acredita estar imune ás consequências adversas, por exemplo, acha
que não se tornará dependente ou que tem controle sobre o uso, sabemos que não
existe esse controle no tocante ao uso de drogas.
Uma série de
estudos indica que a potência desta droga vem aumentando e, com isso, causando
maiores prejuízos à saúde mental daqueles que a consomem.
A maconha é a
substância proibida por lei mais usada em nosso país. Cerca de 1,5 milhão de
adolescentes e adultos usam maconha diariamente no Brasil. O dado faz parte do
II Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD), primeira amostragem sobre
o consumo da droga no Brasil.
Segundo o
estudo, 3,4 milhões de pessoas entre 18 e 59 anos usaram a droga no último ano
e 08 milhões já experimentaram maconha alguma vez na vida, o equivalente a 7%
da população brasileira. Desses, 62% deles tiveram contato com a droga antes
dos 18 anos e 01 em cada 10 adolescentes que usa maconha é dependente.
Estes dados
parecem sugerir que a disponibilidade da maconha esteja crescendo, inclusive
entre os jovens, que vem utilizando esta substância de forma compulsiva, apesar
dos efeitos nocivos à saúde.
A adolescência
é um período marcado por inúmeras transformações e conquistas importantes. No
entanto, fatores como o uso de drogas podem transformar o adolescente em um
adulto problemático com sequelas irreversíveis para o desenvolvimento de sua
vida futura.
O consumo de
drogas nesta fase pode trazer sérias consequências físicas e/ou psíquicas para
o desenvolvimento, como déficits cognitivos, problemas físicos, psicológicos,
envolvimento em acidentes e infrações.
O uso da
substância psicoativa faz com que o indivíduo sinta uma diminuição do perigo
relacionado ao problema a ser enfrentado.
O uso da
maconha muitas vezes começa a ser associado a várias situações pelas quais o
indivíduo passa, se ele está nervoso fuma; se está tenso fuma para relaxar, se
sente depressivo fuma, se tem um problema fuma antes de pensar em tentar
resolvê-lo e assim por diante, tornando assim cada vez mais dependente.
Os que são
favoráveis à legalização, pensam apenas na figura do usuário, mas, devemos
pensar nos motivos sociais que levam à essa proibição legal, como, por exemplo,
impedir que os efeitos do uso nocivo à saúde que causam a dependência cheguem
com mais facilidade aos nossos adolescentes.
No entanto, é
importante considerar que além do risco da dependência, da síndrome
amotivacional, dos efeitos agudos e crônicos causados pelo uso da maconha, com
a sua legalização provavelmente teremos muitos problemas parecidos com os
causados pelas drogas lícitas (aquelas permitidas pela Lei), o álcool e o
tabaco, cito como exemplo, o aumento dos acidentes de trânsito causado por
pessoas sob efeito da substância.
Vale destacar
ainda que o uso de drogas não prejudica só o dependente, é um problema que
atinge toda família, a dependência química tem um poder destruidor sobre a vida
dos familiares.
Para finalizar,
sabemos que a maconha é a porta de entrada para outras drogas, entre elas o
crack. A maconha é uma erva, mas, uma erva perigosa, que deve continuar sendo
proibida. Ao invés de criar uma possível solução, legalizar seria gerar um novo
e gravíssimo problema, legalizar jamais!
Adriana Moraes
– Psicóloga Especialista em Dependência Química - Colaboradora da UNIAD.
Referências:
[1] Integração de
competências no desempenho da atividade judiciária com usuários e dependentes
de drogas/ organização de Paulina do Carmo A. Vieira Duarte e Arthur Guerra de
Andrade. Brasília: Ministério da Justiça, Secretaria Nacional de Políticas
sobre Drogas, 2011;
[2] Instituto
Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e outras
Drogas. IILENAD: Levantamento Nacional de Álcool e Drogas. São Paulo: UNIFESP,
2012;
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A mídia e a indústria do álcool na Copa do mundo no Brasil
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Especialistas põem em xeque uso de armas não letais no combate ao crack em São José por dentro
Grupo acha que medida vai afastar usuário de tratamento adequado;
prefeitura rebate e diz que é preciso conter avanço do uso de drogas
Previstas para chegaram a São José entre o final deste mês e o começo do próximo, as armas não letais do "Crack, é possível vencer", do governo federal, geram polêmica.
A cidade, que deu início à força-tarefa para combater o uso de álcool e drogas nas ruas, receberá 50 pistolas de eletrochoque, 150 ampolas de gás de pimenta e um micro-ônibus com 20 câmeras.
Quatro motocicletas já estão no município à espera de emplacamento.
A força-tarefa vai até os pontos onde há consumo de crack, álcool e outras drogas. À Polícia Militar, cabe o primeiro contato, com revistas e pesquisa de antecedentes criminais.
Em seguida, entram os assistentes sociais. Acompanham a Guarda Municipal, que passou por capacitação da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), e a Polícia Civil.
Opiniões.
"A ideia de uma polícia que chega antes é equivocada. Afugenta as pessoas como ratos. São armas de controle que não servem para dependentes. Em São Paulo, pessoas migraram para outros pontos e continuaram nas ruas", critica a psiquiatra especialista em crack, Ana Cecília Tetta Marques.
A assistente social Cláudia César Castagini concorda. "Só vai amedrontar. É uma violência. Quem já está vulnerável, vai se sentir um bandido".
O especialista em segurança pública, José Vicente da Silva Filho, é contrário às armas.
"Terão baixíssimo impacto. A maioria fica prostrada e não agressiva. A polícia é para os traficantes."
Já o pastor Eduar do Humberto Banhara, que atuou em clínica de recuperação, é favorável. "A internação só pode ser eficaz se o doente quiser. Mas há lugares em que os agentes sociais não chegam. Pode contribuir para o choque emocional. Há pessoas há 15 dias nas ruas que não sabem onde estão", disse.
Outro lado.
O secretário de Defesa do Cidadão, José Luís Nunes, rebate . "É preciso separar aqueles que precisam de tratamento social dos que cometem crimes. Tem gente que se mistura aos que têm problemas, para vender drogas, para cometer furtos", diz. As ofensivas terão continuidade.
pistolas de choque
A cidade receberá, nos próximos dias, 50 pistolas de eletrochoque pelo programa "Crack, é possível vencer", do Governo Federal. Elas neutralizam as reações musculares imobilizando, em média, por oito segundos. As armas são capazes de atingir um alvo a até dez metros de distância e têm memória digital para gravação dos últimos 1.000 disparos
(com dia , hora, minuto e segundo)
gás de pimenta
Também integrarão o projeto 150 ampolas de gás de pimenta, com jatos direcionados, não inflamáveis, que não contaminam o ambiente
microônibus
Também chegará um microônibus com 20 câmeras em sua parte externa. As imagens serão repassadas ao COI (Centro de Operações Integradas) em tempo real e armazenadas por cerca de 15 dias. Nove monitores de alta definição estão inclusos.
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Armas não letais no combate ao crack
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