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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Vai cheirar cocaína? Então prepare-se para o pior!

A droga afeta os sistemas neurológico e imunológico de forma irreversível e a ressaca química demora semanas

O uso de cocaína está disseminado em todas as camadas da sociedade. Entre os usuários, estão jovens de classe média que utilizam a droga nas baladas e em reuniões na casa de amigos. A maioria experimenta com o objetivo de conhecer seus efeitos ou até mesmo porque desejam passar mais tempo “ligadão”, embora muitos desconheçam que, mesmo o uso esporádico, é prejudicial.

Isso porque, as substâncias presentes na cocaína afetam o sistema neurológico e imunológico de forma irreversível e muito perigosa. Além de todas as transformações internas, o uso constante causa, ao longo dos anos, uma degradação física evidente.

“A cocaína é uma droga estimulante que afeta o organismo inteiro, atingindo principalmente cérebro, coração e a frequência respiratória”, explica a psiquiatra Ana Cecília Marques. Segundo o também psiquiatra  Anderson Ravy Stolf, mestrando do programa de pós-graduação em psiquiatria pela UFRGS, a cocaína, assim como o crack, está associada a uma diminuição da resposta imunológica do organismo.

 “O uso dessas drogas facilita a ocorrência de infecções. Pode-se observar isso de forma clara nos pacientes que possuem infecção pelo HIV e utilizam cocaína. Eles são mais suscetíveis às infecções chamadas de oportunistas”, diz ele. No sistema neurológico, ela causa hiperexcitação cerebral e consequente morte dos neurônios e a diminuição da irrigação sanguínea no cérebro. A presença de cocaína no cérebro gera também alterações das funções neuropsicológicas, influenciando áreas relacionadas ao julgamento, percepção, concentração, tomada de decisões e impulsividade.

Além dos problemas internos, a droga também pode acabar com sua performance na cama. Isso porque, os usuários têm mais chances de sofrer de disfunção erétil e acabar broxando. “A cocaína pode causar impotência por vários motivos. Os mais comuns são os acidentes vasculares (isquemia) e depressão, afinal, durante a abstinência o homem fica abatido, apático, sem libido, em uma ressaca química que demora dias ou até mesmo semanas para passar”, explica a Dra Ana Cecília.

Ou seja, se momentaneamente a cocaína faz com que você aguente por mais tempo as baladas e sinta uma enorme euforia sexual, com o passar do tempo, a libido diminui e as chances de você ficar devendo na hora H aumentam e muito.

Caso você seja atleta e decida utilizar a cocaína para melhorar sua performance nos treinos, o sinal de alerta deve ser redobrado. Isso porque, de acordo com dr. Anderson, a droga gera um aumento das substâncias que, em níveis muito altos, prejudicam o músculo, como ácido lático. Por isso, não se iluda com a euforia durante o treino. Ela dá a falsa impressão de que a substância aumenta a capacidade de realizar exercícios. Mas o efeito é justamente contrário.

“Após uso agudo, principalmente quando em combinação com exercícios vigorosos, há aumento da  chance de infartos do coração e do cérebro (derrames), pela vasoconstrição das artérias”, explica o especialista.

Fisicamente não é possível precisar dentro de quanto tempo há mudança após uso intenso da droga, porque isso envolve a suscetibilidade individual à substância. Sabe-se que ela está associada ao aumento de problemas dermatológicos, inclusive infecções de pele, e à própria degradação da aparência física. Além disso, usuários constantes podem adquirir “toques”, gerados por dois motivos principais. “O mais comuns são: a intoxicação e a síndrome de abstinência”, alerta a Dra. Ana Cecília.

Disponível em: http://www.areah.com.br/cool/saude/materia/6270/1/pagina_2/os-efeitos-da-cocaina.aspx

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Vai cheirar cocaína? Então prepare-se para o pior! A droga afeta os sistemas neurológico e imunológico de forma irreversível e a ressaca química demora semanas


O uso de cocaína está disseminado em todas as camadas da sociedade. Entre os usuários, estão jovens de classe média que utilizam a droga nas baladas e em reuniões na casa de amigos. A maioria experimenta com o objetivo de conhecer seus efeitos ou até mesmo porque desejam passar mais tempo “ligadão”, embora muitos desconheçam que, mesmo o uso esporádico, é prejudicial.

Isso porque, as substâncias presentes na cocaína afetam o sistema neurológico e imunológico de forma irreversível e muito perigosa. Além de todas as transformações internas, o uso constante causa, ao longo dos anos, uma degradação física evidente.

“A cocaína é uma droga estimulante que afeta o organismo inteiro, atingindo principalmente cérebro, coração e a frequência respiratória”, explica a psiquiatra Ana Cecília Marques. Segundo o também psiquiatra  Anderson Ravy Stolf, mestrando do programa de pós-graduação em psiquiatria pela UFRGS, a cocaína, assim como o crack, está associada a uma diminuição da resposta imunológica do organismo.

“O uso dessas drogas facilita a ocorrência de infecções. Pode-se observar isso de forma clara nos pacientes que possuem infecção pelo HIV e utilizam cocaína. Eles são mais suscetíveis às infecções chamadas de oportunistas”, diz ele. No sistema neurológico, ela causa hiperexcitação cerebral e consequente morte dos neurônios e a diminuição da irrigação sanguínea no cérebro. A presença de cocaína no cérebro gera também alterações das funções neuropsicológicas, influenciando áreas relacionadas ao julgamento, percepção, concentração, tomada de decisões e impulsividade.

Além dos problemas internos, a droga também pode acabar com sua performance na cama. Isso porque, os usuários têm mais chances de sofrer de disfunção erétil e acabar broxando. “A cocaína pode causar impotência por vários motivos. Os mais comuns são os acidentes vasculares (isquemia) e depressão, afinal, durante a abstinência o homem fica abatido, apático, sem libido, em uma ressaca química que demora dias ou até mesmo semanas para passar”, explica a Dra Ana Cecília.

Ou seja, se momentaneamente a cocaína faz com que você aguente por mais tempo as baladas e sinta uma enorme euforia sexual, com o passar do tempo, a libido diminui e as chances de você ficar devendo na hora H aumentam e muito.

Caso você seja atleta e decida utilizar a cocaína para melhorar sua performance nos treinos, o sinal de alerta deve ser redobrado. Isso porque, de acordo com dr. Anderson, a droga gera um aumento das substâncias que, em níveis muito altos, prejudicam o músculo, como ácido lático. Por isso, não se iluda com a euforia durante o treino. Ela dá a falsa impressão de que a substância aumenta a capacidade de realizar exercícios. Mas o efeito é justamente contrário.

“Após uso agudo, principalmente quando em combinação com exercícios vigorosos, há aumento da  chance de infartos do coração e do cérebro (derrames), pela vasoconstrição das artérias”, explica o especialista.

Fisicamente não é possível precisar dentro de quanto tempo há mudança após uso intenso da droga, porque isso envolve a suscetibilidade individual à substância. Sabe-se que ela está associada ao aumento de problemas dermatológicos, inclusive infecções de pele, e à própria degradação da aparência física. Além disso, usuários constantes podem adquirir “toques”, gerados por dois motivos principais. “O mais comuns são: a intoxicação e a síndrome de abstinência”, alerta a Dra. Ana Cecília.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Em oito anos, auxílio-doença pago a dependentes químicos aumentou 256%


A quantidade de auxílios-doença concedidos a dependentes químicos aumentou 256%, em oito anos. Segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), divulgados pelo jornal O Globo, o total de usuários que dependem do benefício passou de 7.296 para 26.040. Esse número apenas acompanha o crescimento de usuários de álcool e drogas, principalmente de cocaína e crack.

Em detalhes, a ajuda financeira concedida pelo INSS a dependentes de crack e merla cresceu 254% nos últimos oito anos. Em 2006 eram 2.434 e e no ano passado, 8.638. No caso de usuários de maconha e haxixe, o aumento foi de 275 para 337. Só em 2013 foram pagos 143.451 novos benefícios. E nestes oito anos, o número de pessoas que recebem este auxílios ultrapassou 1 milhão.

Só no ano passado o INSS pagou R$ 162,5 milhões em auxílio-doença para usuários de vários tipos de entorpecentes e álcool. Deste total, R$ 9,1 milhões foram apenas para dependentes de cocaína, crack e merla. O valor médio pago a esse público é de R$ 1.058. Mas, o benefício varia de R$ 724 a R$ 4.390,24. O valor é definido de acordo com o salário de contribuição do segurado.

Perdas no mercado de trabalho

O jornal O Globo ouviu a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead). A entidade lembrou que por causa do crescimento de usuários de cocaína e crack, o impacto no mercado de trabalho brasileiro era esperado. O Observatório do Crack, da Confederação Nacional de Municípios (CNM), comprova este problema. Em 98% dos Municípios do Brasil há registro do uso da droga.

Ainda segundo o O Globo, São Paulo é o Estado com maior número de auxílios-doença pagos: 42.649. Em seguida estão Minas Gerais, 20.411 benefícios; Rio Grande do Sul, 16.632; Santa Catarina, 14.176 e Paraná, 10.369. Na contramão, os Estados com menor quantidade de auxílios para usuários são de Alagoas, Roraima e Sergipe.

O auxílio-doença é pago a dependentes de álcool e drogas após uma perícia médica e apresentação de atestados. Exames que comprovem a dependência e a incapacidade para o trabalho também são exigidos. O tempo de recebimento do benefício é determinado pelo perito médico do INSS.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Aumenta número de mulheres que procuram ajuda para deixar as drogas

Levantamento divulgado pelo Hospital das Clínicas mostra mudança no perfil das mulheres que buscam tratamento no ambulatório especializado da instituição. Hoje, 60% são viciadas em crack e cocaína. Até 2008, eram apenas 40%.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Os efeitos da cocaína: no começo, tudo é festa e euforia. Mas com o passar do tempo, ela pode te deixar broxa, fraco e com doenças graves.


O uso de cocaína está disseminado em todas as camadas da sociedade. Entre os usuários, estão jovens de classe média que utilizam a droga em baladas e festas. A maioria experimenta com o objetivo de conhecer seus efeitos ou até mesmo porque desejam passar mais tempo “ligadão”, mas muitos desconhecem que, mesmo o uso esporádico da droga, pode ser prejudicial.

Isso porque, as substâncias presentes na cocaína afetam o sistema neurológico e imunológico de forma irreversível e muito perigosa. Além de todas as transformações internas, o seu uso constante causa, ao longo dos anos, uma degradação física evidente.

“A cocaína é uma droga estimulante que afeta o organismo inteiro, atingindo principalmente cérebro, coração e a frequência respiratória”, explica a médica psiquiatra Ana Cecília Marques. Segundo o também psiquiatra  Anderson Ravy Stolf, mestrando do programa de pós-graduação em psiquiatria pela UFRGS, a cocaína, assim como o crack, está associada a uma diminuição da resposta imunológica do organismo.

 “O uso dessas drogas facilita a ocorrência de infecções. Pode-se observar isso de forma clara nos pacientes que possuem infecção pelo HIV e utilizam cocaína. Eles são mais suscetíveis às infecções chamadas de oportunistas”, diz ele. No sistema neurológico, ela causa hiperexcitação cerebral e consequente morte dos neurônios e a diminuição da irrigação sanguínea no cérebro. A presença de cocaína no cérebro gera também alterações das funções neuropsicológicas, influenciando áreas relacionadas ao julgamento, percepção, concentração, tomada de decisões e impulsividade.

Além dos problemas internos, a droga também pode acabar com sua performance na cama. Isso porque, os usuários têm mais chances de sofrer de disfunção erétil e acabar broxando. “A cocaína pode causar impotência por vários motivos. Os mais comuns são os acidentes vasculares (isquemia) e depressão, afinal durante a abstinência o homem fica abatido, apático, sem libido, em uma ressaca química que demora dias ou até mesmo semanas para passar”, explica a Dra. Ana Cecília.

Ou seja, se momentaneamente a cocaína faz com que você aguente por mais tempo as baladas e sinta uma enorme euforia sexual, com o passar do tempo, a libido diminui e as chances de você ficar devendo na hora H aumentam e muito.

Caso você seja atleta e decida utilizar a cocaína para melhorar sua performance nos treinos, o sinal de alerta deve ser redobrado. Isso porque, de acordo com dr. Anderson, a droga gera um aumento das substâncias que, em níveis muito altos, prejudicam o músculo, como ácido lático. Por isso, não se iluda com a euforia durante o treino. Ela dá a falsa impressão de que a substância aumenta a capacidade de realizar exercícios. Mas o efeito é justamente contrário.

“Após uso agudo, principalmente quando em combinação com exercícios vigorosos, há aumento da  chance de infartos do coração e do cérebro(derrames), pela vasoconstrição das artérias”, conta ele.


Fisicamente não é possível precisar dentro de quanto tempo há mudança após uso intenso da droga, porque isso envolve a suscetibilidade individual à substância. Sabe-se que ela está associada ao aumento de problemas dermatológicos, inclusive infecções de pele, e à própria degradação da aparência física. Além disso, usuários constantes podem adquirir “toques”, gerados por dois motivos principais. “O mais comuns são: a intoxicação e a síndrome de abstinência”, segundo Ana Cecília.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Empresas investem no combate à dependência química



Um operador de máquinas da Goodyear começou a cheirar cola aos 13 anos. Pouco tempo depois conheceu a maconha e, aos 28 anos, virou usuário de cocaína. Exaurido pelos problemas causados pela dependência química, ele decidiu mudar o estilo de vida. E foi na empresa que encontrou o apoio necessário para dar fim ao vício. A ajuda partiu de um programa de combate à dependência química, o Prosa G, implantado na fábrica da Goodyear em Americana (SP). Como o operador de máquinas, quem decide participar do projeto, que tem duração de dois anos, recebe acompanhamento médico e psicológico.

Durante o primeiro ano, o apoio é estendido aos familiares e a etapa final do tratamento incluiu 30 dias de internação em uma clínica especializada, além de todo suporte posterior.

Outro funcionário da Goodyear, da área de construção de pneus, abandonou a dependência ao álcool, engrossando a lista dos quase 60 colaboradores que o programa já reabilitou desde sua implementação, em 2005. Ele conta que já conhecia o programa por meio das palestras na empresa, mas só aceitou a ajuda quando percebeu que a dependência afetava sua rotina, inclusive durante o expediente. “Eu deixei de ser responsável, não tinha compromisso com o trabalho, não cumpria todas as normas e tinha deixado até de usar alguns equipamentos de segurança”, afirma. Hoje, aos 37 anos, não sente saudade da vida que levava anteriormente.

Para o gerente de Recursos Humanos da Goodyear de Americana, José Carlos Marzochi, o segredo da eficiência no combate ao abuso do álcool e entorpecentes no ambiente de trabalho é um programa voltado tanto para os interesses da companhia quanto dos colaborares e de seus familiares. “O assunto exige atenção especial das áreas de Medicina do Trabalho, Assistência Social e RH das organizações que buscam melhoria contínua”, diz Marzochi. Ele lembra que o consumo de drogas está diretamente relacionado a acidentes de trabalho, queda de produtividade, absenteísmo e deterioração das relações sociais e familiares. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 71% dos usuários de drogas ilícitas em todo mundo estão empregados e fazem parte do mercado de trabalho. Os profissionais ouvidos pela reportagem destacam que, se não fosse o apoio recebido da empresa, não teriam abandonado o vício. “Voltei a sonhar”, ressalta o operador de máquinas, que se diz ainda mais feliz por ter estabelecido um elo mais forte com a filha.

Redução do fumo

Já o programa antitabagismo da ArcelorMittal, em Tubarão (SC), conseguiu reduzir de 34% para zero o número de fumantes entre seus 4,8 mil colaboradores. Desde o início, em 1993, a produtora de aço contabilizou uma economia de R$ 30 milhões com despesas médicas. Aberta para os contratados e também para os terceirizados, a iniciativa espera, além do benefício financeiro, contribuir para que nenhum desses profissionais tenha futuramente uma das 53 doenças a que estão mais expostos os dependentes do cigarro.

O programa surgiu após a realização de uma pesquisa, em 1992, que mapeou o número de fumantes, há quanto tempo fumavam e qual o interesse em parar com o vício. O tratamento inclui a formação de grupos de apoio, palestras educativas, acompanhamento médico e uso de medicamentos, exames periódicos e implantação de áreas restritas para o fumo.

Segundo o gerente de Saúde e Medicina da ArcelorMittal, Fernando Ronchi, a primeira turma contou com 20 empregados que aderiram imediatamente. O programa foi ganhando força na medida em que os resultados eram percebidos pelos colegas. “O tratamento é realizado em grupo, em que cada empregado conta suas experiências, aflições e constrangimentos, além de refletir sobre a importância de parar de fumar”, afirma Ronchi. Quem precisa de suporte medicamentoso conta com uma equipe multidisciplinar que garante todas as orientações e suporte. “As reuniões acontecem a cada quatro semanas, durante seis meses”, acrescenta o gerente, complementando que o controle passa a ser feito posteriormente por meio dos exames periódicos.

Um programa antitabagista também faz parte da política da Dow Brasil. A iniciativa visa melhorar a qualidade de vida dos profissionais e já resultou em redução considerável do percentual de tabagistas na empresa. No início do projeto, em 1995, 24% dos colaboradores eram fumantes; em 2012, apenas 5% deles fumavam. Lucio Ribeiro, coordenador dos Serviços de Saúde da companhia, explica que quem adere à iniciativa tem, além de toda a estrutura de apoio, subsídio de 80% na compra dos medicamentos necessários para abandonar o vício. “Acreditamos que os investimentos em iniciativas como essa são ínfimos comparados ao retorno”, diz ele, referindo-se aos benefícios tanto para a empresa quanto para o colaborador.

Apesar dos resultados satisfatórios, as empresas que dão suporte aos dependentes ou que têm projetos nesse sentido são exceções no Brasil, segundo a psiquiatra e conselheira da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), Ana Cecilia Roselli Marques. Preocupada com as consequências do trabalho sob efeito de substâncias químicas, Ana é favorável a políticas empresariais sobre drogas e a adoção de testes toxicológicos obrigatórios no ambiente de trabalho, principalmente em atividades que colocam a vida de outras pessoas em risco, como operadores de máquinas. Uma ideia da gravidade são os dados do Ministério da Saúde, que registram que o álcool é responsável por 50% do absenteísmo – terceira causa de faltas ao trabalho – e licenças médicas – três vezes mais que outras doenças. O abuso de álcool também reduz em até 67% a capacidade produtiva do funcionário e é responsável por cerca de 25% dos acidentes de trabalho. “As empresas precisam encarar a dependência química de frente, como uma doença e sem preconceitos”, afirma Ana Cecilia.

No Brasil, exceto a Lei 12.619/12 – que obriga o motorista profissional a submeter-se a exames toxicológicos – não existe nenhuma previsão legal para a realização desses testes por parte do empregador, explica Giancarlo Borba, advogado especializado em direito trabalhista. Livre para decidir se deve ou não submeter a equipe ao procedimento, Borba alerta para outros detalhes. “É importantíssimo que seja esclarecido que o exame será feito por profissionais especializados, usando métodos confiáveis e que o resultado permanecerá em total sigilo”, afirma ele, que completa: “Além disso, deve se deixar claro que o resultado admite contraprova”.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Addicts embody cocaine boom in Brazil's "cracklands"


(Reuters) - When night falls, street crack marketplaces open for business.

The gritty transactions of the drug trade take over in city neighborhoods that hum with legitimate commerce by day. Throngs of stupefied buyers crowd around dealers before skulking away behind the telltale glow of cigarette lighters.
These are not the images that Brazil wants to project.
Proud of growing prosperity and the millions of new consumers elbowing into the country's broadening middle class, Brazil's leaders prefer snapshots of new houses, new cars and the crane-dotted cityscapes of Latin America's biggest economy.
Along with the progress, though, has come a surge in drug use.
Demand for cocaine has soared along with the economy over the past decade and fueled an abundant supply of crack now ensnaring thousands of new addicts. Legions of the addicted roam city centers across Brazil, many of them venues chosen to showcase Brazil's ascendance during the 2014 World Cup of soccer and the Olympic Games in 2016.
Reuters photographers recently spent 24 hours in eight of those cities chronicling their "cracklands," as the neighborhoods have come to be known. They went from the decrepit center of Sao Paulo, South America's biggest city, to the waterfront slums of Rio de Janeiro. From the Amazonian capital of Manaus, to the colonial tourist hub of Salvador.
In each, swarms of crack users have converted entire swaths of central neighborhoods into nocturnal encampments doubling as open-air crack marketplaces.
The images reflect what sociologists, health experts and law enforcement officials say is a rapidly growing problem that puts Brazil squarely in the center of the international drug trade. Demand for cocaine has grown among Brazilians, and in recent years the country has become a crucial path for transit of the drug as it travels from source countries in the Andes to markets in Europe and beyond.
According to the United Nations 2011 World Drug Report, seizures of cocaine in Brazil have soared, from 8 metric tons of the drug in 2004 to 24 metric tons in 2009. Cocaine seized in Europe, the study said, is increasingly found to have passed through Brazil - totaling 1.5 metric tons of the confiscations in 2009, more than five times as much as in 2005.
POLICIES NEW AND FEW
The drugs staying in the country have caught Brazil unprepared, police and policymakers say.
Aside from the crime increase that accompanies a bustling drug trade, Brazil's already overburdened health system has insufficient resources to treat and rehabilitate the growing number of addicts.
"There is a lack of management and focus on the problem," said Ana Cecilia Roselli Marques, a psychiatrist and board member of the Brazilian Association for the Study of Alcohol and Other Drugs. "There is no real drug policy at all in Brazil."
The government, in fact, has little idea just how many users there are. A health ministry estimate suggests 600,000 illegal drug users exist in the country of 190 million people, but some non-governmental groups believe the number is at least double that.
President Dilma Rousseff pledged from the moment she won office in late 2009 to tackle the scourge head on.
"We cannot rest," she said in her election-night speech, "while crack reigns within cracklands."
Last December, she announced a 4 billion-real ($2.19 billion) plan to help crack addicts, calling for widespread education and prevention programs, and more than 13,000 new beds in hospitals and treatment centers by 2014.
Meanwhile, local leaders have been trying to clean up the cracklands with moves that have been criticized as showy but fruitless.
In January, Sao Paulo mayor Gilberto Kassab ordered police to clear the crack zone - walking distance from City Hall - in a dramatic days-long showdown that led to dozens of arrests, the confiscation of thousands of crack rocks and the razing of buildings alleged to serve as drug dens.
Critics blast such efforts as mere cosmetics, noting the temporary displacement of the addicts to nearby areas during the crackdown and their speedy return as soon it stopped.
"CRACKLAND ISN'T FINISHED"
During a recent Sunday night visit by Reuters to Sao Paulo's crackland, the trade proceeded unperturbed. Despite the occasional presence of a token police patrol car, whose occupants limited their activities to shooing away assembled users in the middle of the street, the commerce and smoking lasted throughout the night.
"Crackland isn't finished," said a hotel owner in the area, who asked not to be named, dismissing the recent crackdown.
Nearby, dozens of users clustered around dealers, squatted behind makeshift pipes or roamed around, eyes to the ground, searching for dropped drugs or valuables to barter or help purchase their next fix. Those who had already scored walked with clenched fists so as not to drop their rocks.
The crowd, which swelled to as many as 300 people during the night, was a motley collection of age, gender and status: an addict mother trailed by a toddler; a man in a wheelchair; a pregnant teen. A few times, a luxury car passed through, its passengers there for a quick score.
Because of the rapid, but brief high - and crack's highly addictive nature - addicts sometimes smoke more than a dozen times a day. Though an individual hit is cheap, selling for as little as 2 reais ($1.10), or about the price of a candy bar, long-time users say they are willing to lose everything in exchange for another high.
"Crack is really good and I don't want to quit," sang one user as he walked by a Reuters reporter. Another offered a cut-rate deal on a cell phone for some quick cash.
By sunrise, with the sound of shop shutters lifting, the crowd began to disperse. Just as predictably, though, the reverse will happen come sunset.
"The hours are fixed," said another crackland business owner, who also asked not to be named. "The dealer will come, stand there in the middle and the users all gather around. It's always the same."
($1 = 1.81 reais)

(Additional reporting by Paulo Whitaker; Writing by Paulo Prada; Editing by Todd Benson and Frances Kerry)