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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Conheça os palestrantes da IV Jornada preparatória: Mulheres, álcool e drogas
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Congresso: Mulheres, álcool e drogas: qual é o peso do gênero?
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
IV Jornada preparatória para o Congresso da ABEAD: Dia 14 de março de 2015
Estudantes, médicos, psicólogos, enfermeiros, educadores, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, psiquiatras e conselheiros em dependência química poderão ficar atualizados sobre as principais novidades da área. Inscreva-se agora mesmo:
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Em 6 anos, consumo de cigarro cai em 20% no Brasil, mas dobra na classe A
O consumo de cigarro caiu 20% no
Brasil, mas dobrou na classe A nos últimos seis anos. A diminuição foi maior
entre homens e na população adolescente. Os dados são do II Lenad (Levantamento
Nacional de Álcool e Drogas sobre tabaco), realizado pela Unifesp (Universidade
Federal de São Paulo) e divulgado nesta quarta-feira (11). O Brasil tem cerca
de 20 milhões de fumantes e estima-se que no País há 70 milhões de fumantes
passivos, ou seja, pessoas que não usam cigarro, mas vivem na mesma residência
de um tabagista.
De acordo
com o levantamento, o consumo caiu de 19,3% em 2006 para 15,6% em 2012. Entre
os adolescentes, a redução foi ainda maior (45%), passando de 6,2% para 3,4% no
mesmo período. Para o levantamento, a Unifesp entrevistou, em domicílio, 4.607
pessoas de 14 anos ou mais em 149 municípios brasileiros.
O II
Lenad também revelou que houve diminuição do tabagismo em todas as classes
sociais, com exceção da classe mais privilegiada (A), que registrou um aumento
de 110% no período de seis anos, passando de 5,2% para 10,9%. Embora a redução
no hábito de fumar tenha sido maior entre os homens (de 27% para 21%), o sexo
masculino manteve a primeira posição no ranking de uso do tabaco. Nos últimos
seis anos, as mulheres fumantes passaram de 15% para 13%. Para a pesquisadora
Clarice Madruga, um dos motivos é hormonal.
— A
dependência na mulher é diferente do homem, ou seja, se manifesta de forma mais
severa e dificulta o abandono do cigarro.
Entre as
regiões, o Sul apresentou a maior queda (23%), mas se manteve na liderança,
seguido do Sudeste e Centro-Oeste. Sobre a idade média de início de uso, não
houve mudança significativa entre 2006 e 2012, ou seja, se manteve em 16 anos.
A média de cigarros consumidos diariamente foi de 12,9 em 2006 para 14,1 em
2012. Para a psiquiatra Ana Cecília Marques, “a política de tratamento está
desatualizada”.
— O
Brasil está acompanhando a tendência mundial da diminuição do cigarro, mas o
tratamento não pode ser baseado apenas no número de cigarros fumados. A
política assistencial tem que passar por prevenção primária, morbidades
associadas e atuar nos fumantes passivos, já que a fumaça que sai da ponta do
cigarro é mais prejudicial do que a tragada.
Em
relação ao tratamento, o levantamento mostrou que 90% dos fumantes gostariam de
largar o cigarro, mas somente 17% têm planos para executar essa tarefa. Entre
os que pararam de fumar, apenas 7,3% fizeram algum tipo de tratamento.
Um dos
dados alarmantes, segundo Clarice, é que 21% acham que fumar não é tão
prejudicial para a saúde como dizem.
— Isso
mostra uma falta de informação. Por outro lado, a saúde foi o grande motivador
dos que conseguiram parar e foram bem-sucedidos.
O
levantamento mostrou baixa prevalência de procura por serviços de saúde. Entre
as opções de auxílio para abandonar o vício, a procura por familiares e amigos
foram as mais citadas. Mais da metade dos adolescentes (62%) reportou não
encontrar nenhum problema para comprar cigarros. Entre os fumantes, 55%
costumam comprar cigarros em bares sem nenhuma dificuldade. Os entrevistados
responderam, ainda, questões sobre álcool e drogas ilícitas, entre
outros.
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terça-feira, 3 de dezembro de 2013
29,9% receberam dinheiro ou drogas em troca de sexo
Se entre os
homens o tempo de utilização é mais longo, as mulheres têm maior intensidade e
leque de consequências mais amplo. Do total de entrevistadas, 44,5% disseram
ter sofrido violência sexual desde que iniciaram o uso do crack. O percentual
cai seis vezes entre homens: 7%. Outro dado alarmante é o número de pessoas que
recebeu dinheiro ou drogas em troca de sexo: 29,9% das mulheres e 1,3% dos
homens.
Para a
presidente da Associação Brasileira para Estudo de Álcool e Drogas (Abead), Ana
Cecília Marques, os riscos enfrentados na vida sexual de quem utiliza drogas
são enormes. “O dependente químico poderá diminuir a noção crítica da
realidade. Ele usa a droga, não lembra do preservativo e mantém relações
sexuais mesmo assim. Por essa dificuldade de avaliar perigos e realidade, o
sujeito estará exposto a uma Doença Sexualmente Transmissível (DST) ou a uma
gravidez não programada. Mas devemos lembrar que eles têm situação de alta
vulnerabilidade. Provavelmente, sem condição de pensar em situações de contaminação”,
diz.
Quase 40% afirmaram não ter usado preservativo em
nenhuma das relações sexuais vaginais no mês anterior à entrevista. Para
mensurar os danos da dependência química, foram ofertados testes rápidos para
HIV e Hepatite C aos entrevistados. Mais da metade deles (53,9%) nunca havia
realizado exame para HIV. E, desse número, 5% tiveram diagnóstico positivo.
O secretário nacional de Políticas Anti-Drogas,
Vitore Maximiano, classificou o número como “bastante preocupante” e disse que
as ações de prevenção devem ser ampliadas. “Na população em geral, o percentual
de pessoas com HIV é de 0,6%”. Isso significa que a prevalência da doença entre
os usuários de crack é oito vezes maior do que na população geral. (Isabel Costa)
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terça-feira, 27 de agosto de 2013
Aumenta número de mulheres que procuram ajuda para deixar as drogas
Levantamento divulgado pelo Hospital das Clínicas mostra mudança no perfil das mulheres que buscam tratamento no ambulatório especializado da instituição. Hoje, 60% são viciadas em crack e cocaína. Até 2008, eram apenas 40%.
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terça-feira, 19 de março de 2013
Alcoolismo atinge cerca de 5,8 milhões de pessoas no país
São Paulo - Histórico de consumo abusivo de álcool, síndrome de
abstinência e manutenção do uso, mesmo com problemas físicos e sociais
relacionados, é o tripé que caracteriza a dependência em álcool, segundo a
psiquiatra Ana Cecília Marques, professora da Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp).
O tratamento da doença, que
atinge cerca de 5,8 milhões de pessoas no país, segundo o Levantamento
Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil, de 2005, não é fácil:
dura pelo menos um ano e meio em sua fase mais intensiva e tem índice de recaída
de cerca de 50% nos primeiros 12 meses.
"Ele precisa preencher os
três critérios. Um só não basta para se considerar dependente", destaca a
psiquiatra. Ela explica que o consumo contínuo e abusivo leva a uma tolerância
cada vez maior do usuário à bebida. "O corpo acostuma-se com o [álcool].
Ele resiste mais e, para obter o efeito que tinha no começo com uma lata de
cerveja, precisará tomar cinco". A falta do álcool provoca uma série de
sintomas graves, como elevação da pressão arterial, tremores, enjoo, vômito e,
em alguns pacientes, até mesmo convulsão. Esse é o quadro da síndrome de
abstinência.
O terceiro critério para
caracterização da dependência alcoólica está ligado aos problemas de
relacionamento e de saúde provocados pelo consumo abusivo. "O indivíduo
tem problemas no trabalho por causa da bebida. Ele perde o dia de trabalho mas,
mesmo assim, bebe de novo". A professora destaca que, além da questão
profissional, devem ser considerados diversos aspectos da vida do paciente,
como problemas familiares, afetivos, econômicos, entre outros.
Em relação às outras drogas, a
psiquiatra informou que o tratamento da dependência de álcool se diferencia
principalmente na primeira fase, que dura em média dois meses. "Cada
substância tem uma forma de atuar no cérebro, portanto, vai exigir,
principalmente na primeira fase do tratamento, diferentes procedimentos
farmacológicos para que a gente consiga promover a estabilização do
paciente", explica.
De acordo com a médica, o álcool
se enquadra na categoria de substâncias psicotrópicas depressoras, juntamente
com os inalantes, o clorofórmio, o éter e os calmantes. Há também as drogas
estimulantes, como a cocaína, a cafeína e a nicotina, e as perturbadoras do
sistema nervoso central, como a maconha e o LSD.
"Na segunda e terceira
fases, o tratamento entra em uma etapa mais semelhante, que é quando você vai
se aprofundar no diagnóstico e preparar o individuo para não ter recaída",
acrescenta.
A segunda fase do tratamento, a
chamada estabilização, quando se trabalha a prevenção da recaída, dura, em
média, de oito a dez meses. Nessa etapa, são percebidas e tratadas as doenças
correlatas adquiridas pelo consumo do álcool e, então, o paciente é preparado
para readquirir o controle sobre droga. "A dependência é a doença da perda
do controle sobre o consumo de determinada substância. [É feito um trabalho]
para que ele volte a se controlar, a entender esse processo e readquirir a
autonomia. Não é mais a droga que manda nele".
A psiquiatra destaca que, nesse
processo, a recaída é entendida como algo normal e que não invalida o
tratamento. "Ele pode ter uma recaída e não é que o tratamento não esteja
no caminho certo ou que ele não queira se tratar. Faz parte da doença, é um
episódio de agudização dessa doença crônica que é a dependência do álcool. Faz
parte recair", esclarece.
Na terceira etapa, que dura cerca
de seis meses, ocorre o "desmame da tutela do tratamento". "Ele
está manejando essa nova autonomia. Ele volta para as avaliações com menos
frequência". Por fim, o paciente passa a ir ao médico com maiores
intervalos entre as consultas. "Ele segue em tratamento como qualquer
indivíduo que tem doença crônica. Pelo menos uma vez por ano, ele passa pelo
médico. A bem da verdade, [no tratamento dessas] doenças crônicas, a gente não
dá alta".
Levantamento feito em 2005 pelo
Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da
Unifesp, e pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), mostra que o uso do
álcool prevalece entre os homens em todas as faixas etárias. Mais de 80% deles
declararam fazer uso de álcool. Entre as mulheres, o percentual cai para 68,3%.
No que diz respeito à
dependência, eles também estão na frente. O índice de dependentes do sexo
masculino (19,5%) é quase três vezes o do sexo feminino (6,9%). A faixa etária
de 18 a 24 anos, por sua vez, apresenta os maiores índices, com 27,4% de
dependentes entre os homens e 12,1% entre as mulheres.
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