Se a família percebe que o jovem mudou de atitude, está irritado, isolado, indo mal na escola, tem alguma coisa errada, que pode ser um comportamento de risco que está alterando sua qualidade de vida. Os pais têm que estar atualizados, de olho, trabalhando a proximidade com muito diálogo — aconselha a psiquiatra Ana Cecilia Marques, coordenadora da Comissão de Dependência Química da Associação Brasileira de Psiquiatria, acrescentando que faltam políticas de prevenção para pais e jovens.
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quarta-feira, 17 de maio de 2017
Como lidar com a busca constante por aceitação e aprovação na adolescência
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domingo, 7 de maio de 2017
XIII Congresso Nacional e V Internacional de Amor Exigente
TEMA
Fatores de proteção e risco no desenvolvimento da infância e adolescência para prevenção de drogas.
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sexta-feira, 14 de outubro de 2016
Uso de drogas e adolescência
Parceria da ABEAD e Viva Mais/CECOM/FCM/UNICAMP
Data: 24 de novembro de 2016
Horário: 8:30-18:00
Local: Auditório da FCM/UNICAMP
Data: 24 de novembro de 2016
Horário: 8:30-18:00
Local: Auditório da FCM/UNICAMP
Link para inscrição: http://www.fcm.unicamp.br/certificado/pt-br/evento/56
Valor: R$50,00
Forma de pagamento: Depósito bancário
ABEAD - Associação Brasileira de Álcool e Droga
Banco do Brasil
Agência: 2806-1
Conta Corrente:21706-9
CNJ: 881.739.76-0001/07
Banco do Brasil
Agência: 2806-1
Conta Corrente:21706-9
CNJ: 881.739.76-0001/07
Importante: O comprovante do depósito deve ser apresentado no
dia do evento para validar sua inscrição.
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terça-feira, 22 de março de 2016
ÁLCOOL COM ENERGÉTICO: UMA BOMBA QUE MATA!
Não é de hoje a moda entre os adolescentes de misturar
energético com bebidas alcóolicas. Especialistas alertam para o
perigo para a saúde dessa combinação explosiva, assim como para a bebida tomada pura,
em excesso.
O
álcool pode causar diversos problemas ao sistema nervoso central e tem consequências piores para os
adolescents do que para os adultos. É o que afirma a psiquiatra e presidente da
Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas), Ana Cecília
Marques. Ela explica que o álcool pode “provocar atrofia em áreas importantes
do cérebro”, responsáveis pelo seu
O álcool afeta, também, o sistema
cardiovascular, deixando as pessoas mais vulneráveis a um AVC
(acidente vascular cerebral), que é o rompimento de artérias no cérebro. Um AVC
pode deixar a pessoa com sequelas ou levá-la à morte.
Além
de interferir na saúde, o álcool em excesso está associado a casos de
violência, relação sexual desprotegida, entre outros.
Álcool e energético
A
médica cardiologista e presidente da Socerj (Sociedade de Cardiologia do Estado do
Rio de Janeiro), Olga Ferreira de Souza, alerta que a mistura de álcool
com energético pode
levar ao aumento da pressão arterial, palpitações, arritmias
cardíacas, AVC e morte súbita.
A
cardiologista explica que os energéticos camuflam os sintomas de embriaguez,
porque contêm estimulantes, como cafeína e taurina, que mascaram os efeitos do
álcool. Assim a pessoa bebe mais e por mais tempo.
O
álcool, depois de seu momento de euforia, causa um efeito depressor, levando a
uma queda de entusiasmo e à sonolência. A cafeína do energético acelera osbatimentos cardíacos e produz hormônios,
como a adrenalina, provocando
riscos como arritmia e aumento da pressão arterial. O problema do jovem é que,
geralmente, não faz check ups que revelam se ele pode
ter alguma propensão a uma cardiopatia ou à pressão alta. Por desconhecer seu
estado de saúde, o jovem corre muito risco ao consumir energético.
O
consumo diário de cafeína recomendado para uma pessoa é 150 mg em 24h. Uma lata
de energético tem, em média, 80 mg de cafeína. O jovem costuma consumir de duas
a três latinhas de energético numa balada.
A
cardiologista explica que não existe recomendação médica para o uso de
energéticos e, infelizmente, não há restrições para a venda de energéticos,
como ocorre com o álcool.
Uma pesquisa feita pela
Unifesp demonstrou que a cafeína dos energéticos potencializa os efeitos do
álcool no cérebro e pode causar envelhecimento precoce e a doenças degenerativas,
como Mal de Alzheimer e de Parkinson.
A
cardiologista alerta que “se for beber, que seja de forma moderada, pouca
quantidade, evitando bebidas destiladas que possuem maior teor alcoólico”. É
imprescindível beber água enquanto se consome bebidas alcóolicas para manter o
corpo hidratado, já que um dos efeitos do álcool é desidratar
as células. Também não se deve beber em jejum.
Um
outro problema é que os adolescentes têm começado a beber cada vez mais cedo.
Isso se deve, sobretudo, à falta de campanhas de conscientização voltadas para
essa faixa etária alertando sobre os perigos do consumo de álcool e as
consequências do seu uso.
Pais
e jovens devem estar em alerta quanto ao uso de energético. Por terem a venda
liberada, muitos adolescentes abusam do energético sem saberem das
consequências danosas para o seu organismo.
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Em 6 anos, consumo de cigarro cai em 20% no Brasil, mas dobra na classe A
O consumo de cigarro caiu 20% no
Brasil, mas dobrou na classe A nos últimos seis anos. A diminuição foi maior
entre homens e na população adolescente. Os dados são do II Lenad (Levantamento
Nacional de Álcool e Drogas sobre tabaco), realizado pela Unifesp (Universidade
Federal de São Paulo) e divulgado nesta quarta-feira (11). O Brasil tem cerca
de 20 milhões de fumantes e estima-se que no País há 70 milhões de fumantes
passivos, ou seja, pessoas que não usam cigarro, mas vivem na mesma residência
de um tabagista.
De acordo
com o levantamento, o consumo caiu de 19,3% em 2006 para 15,6% em 2012. Entre
os adolescentes, a redução foi ainda maior (45%), passando de 6,2% para 3,4% no
mesmo período. Para o levantamento, a Unifesp entrevistou, em domicílio, 4.607
pessoas de 14 anos ou mais em 149 municípios brasileiros.
O II
Lenad também revelou que houve diminuição do tabagismo em todas as classes
sociais, com exceção da classe mais privilegiada (A), que registrou um aumento
de 110% no período de seis anos, passando de 5,2% para 10,9%. Embora a redução
no hábito de fumar tenha sido maior entre os homens (de 27% para 21%), o sexo
masculino manteve a primeira posição no ranking de uso do tabaco. Nos últimos
seis anos, as mulheres fumantes passaram de 15% para 13%. Para a pesquisadora
Clarice Madruga, um dos motivos é hormonal.
— A
dependência na mulher é diferente do homem, ou seja, se manifesta de forma mais
severa e dificulta o abandono do cigarro.
Entre as
regiões, o Sul apresentou a maior queda (23%), mas se manteve na liderança,
seguido do Sudeste e Centro-Oeste. Sobre a idade média de início de uso, não
houve mudança significativa entre 2006 e 2012, ou seja, se manteve em 16 anos.
A média de cigarros consumidos diariamente foi de 12,9 em 2006 para 14,1 em
2012. Para a psiquiatra Ana Cecília Marques, “a política de tratamento está
desatualizada”.
— O
Brasil está acompanhando a tendência mundial da diminuição do cigarro, mas o
tratamento não pode ser baseado apenas no número de cigarros fumados. A
política assistencial tem que passar por prevenção primária, morbidades
associadas e atuar nos fumantes passivos, já que a fumaça que sai da ponta do
cigarro é mais prejudicial do que a tragada.
Em
relação ao tratamento, o levantamento mostrou que 90% dos fumantes gostariam de
largar o cigarro, mas somente 17% têm planos para executar essa tarefa. Entre
os que pararam de fumar, apenas 7,3% fizeram algum tipo de tratamento.
Um dos
dados alarmantes, segundo Clarice, é que 21% acham que fumar não é tão
prejudicial para a saúde como dizem.
— Isso
mostra uma falta de informação. Por outro lado, a saúde foi o grande motivador
dos que conseguiram parar e foram bem-sucedidos.
O
levantamento mostrou baixa prevalência de procura por serviços de saúde. Entre
as opções de auxílio para abandonar o vício, a procura por familiares e amigos
foram as mais citadas. Mais da metade dos adolescentes (62%) reportou não
encontrar nenhum problema para comprar cigarros. Entre os fumantes, 55%
costumam comprar cigarros em bares sem nenhuma dificuldade. Os entrevistados
responderam, ainda, questões sobre álcool e drogas ilícitas, entre
outros.
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Consumo de tabaco caiu 20% no país em 6 anos, mas aumentou 110% na classe A
Uma pesquisa divulgada nesta
quarta-feira (11) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que o
consumo de tabaco diminuiu 20% no país no ano passado. Em 2006, a proporção de
tabagistas era 19,3% e, no ano passado, caiu para 15,6%.
Entre adolescentes, a redução, de 45%, é ainda maior que na
média: caiu de 6,2% em 2006 para 3,4% em 2012.
O combate ao tabagismo foi registrado em todas as classes
sócio-econômicas, exceto na classe A, população em que houve aumento de 110%
(de 5,2% para 10,9%) no período.
Contraditoriamente, o estudo também mostrou que a maioria dos
fumantes (73%) reporta que tentaria parar de fumar se tivesse tratamento
gratuito.
A pesquisadora Ana Cecília Marques, que participou do estudo,
acredita que, no momento da decisão sobre comprar ou não um maço de cigarros, o
dinheiro no bolso pesa mais que alta escolaridade e maior esclarecimento sobre
os efeitos nocivos do fumo.
"Embora a classe econômica mais privilegiada tenha mais
conhecimento, o fato de ter dinheiro para comprar se torna mais importante. Eu
acho que isso mostra a importância de se pensar em aumentar o imposto, porque é
um fator que pode, muito provavelmente, ser mais eficaz que campanhas de
conhecimento de que o cigarro faz mal", defendeu.
"Estudos mostram que em lugares onde houve aumento de
imposto o consumo diminuiu", atesta Clarice Madruga, pesquisadora da
Unifesp e coordenadora do Lenad.
Desde o final de 2011, o governo estipulou aumento gradativo da
carga tributária sobre os cigarros e do preço mínimo para a venda do maço.
O estudo também comparou os consumos nas diferentes regiões do
país. Apesar de ter apresentado queda, o Sul despontou como a que mais consumiu
cigarros: 20,2% em 2012, contra 25,9% em 2006. Os fumantes nas demais regiões
do Brasil também diminuíram: Norte (20%), Sudeste (19%), Nordeste (18%) e
Centro-Oeste (15%).
Embora a redução no consumo de tabaco tenha sido maior na
população masculina, a prevalência ainda é maior entre os homens - 21%, contra
13% das mulheres.
Metade da população já experimentou cigarro pelo menos uma vez
na vida. Entre essas pessoas, 51% mantiveram o hábito de fumar e, destas, 21%
conseguiram parar.
O 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad) indica que
existam 20 milhões de fumantes hoje no Brasil, o que leva a estimar um total de
70 milhões de fumantes passivos.
O levantamento foi feito em 142 municípios e contou com 4.607
participantes de 14 anos ou mais. Em 2006, o Lenad teve 3.007 participantes de
147 municípios brasileiros.
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terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Nova York sanciona Lei para inibir a dependência do cigarro
Lei que restringe a compra de cigarros por menores de 21 anos e sobe o preço do maço deveria ser exemplo para o Brasil
Na última terça-feira, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, sancionou uma lei que proíbe a venda de cigarros para menores de 21 anos. Os adolescentes ainda podem portar o tabaco, mas a iniciativa tem o objetivo de minimizar o número de jovens que experimentam o cigarro na idade em que estão mais vulneráveis à dependência. As pesquisas apontam que 80% dos fumantes iniciaram o hábito antes dos 21 anos.
O preço do maço de cigarros por lá também aumentou e passou a custar no mínimo US$ 10,50. A venda para menores implicará em multas de até US$ 1 mil, podendo chegar a US$ 2 mil se for reincidência e até mesmo perder a autorização de venda do produto.
Para a presidente da Associação Brasileira do Estudo do Álcool e Outras Drogas (ABEAD), Ana Cecília Marques, essa medida teria grande importância no Brasil. “Esse é o tipo de legislação eficiente. Protege os indivíduos com maior vulnerabilidade à dependência. Está comprovado que o consumo do tabaco por crianças, adolescentes e até mesmo ‘adultos jovens’, potencializa as possibilidades de estabelecer a dependência. Não temos dúvidas de que esta Lei é um exemplo que deveria ser seguido no Brasil. Sabemos que haverá ainda a venda no mercado negro, mas também sabemos que o adolescente de 16 anos terá ainda mais dificuldade para comprar, e o aumento no custo é outra medida importantíssima”, destaca a psiquiatra.
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segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Acreditar que hoje é possível legalizar a maconha no Brasil é uma grave miopia!
Vive-se no Brasil um
momento de baixíssima percepção de risco em relação ao uso de todas as drogas,
principalmente, sobre o uso da maconha e seu impacto no desenvolvimento dos
adolescentes.
Desde 2006, com a nova
tão lei de drogas, o clima tem sido de extrema permissividade, quase uma
cegueira, infelizmente, reforçando uma velha e ineficaz dicotomia na área, o
“tudo ou nada”. Existem tantos aspectos importantes, que vão desde a diferença
entre o usuário recreacional e o dependente, o traficante, patrão ou empregado
da indústria das drogas, às vezes dependente também, e ninguém enxerga que está
tudo misturado, e sem saber o que se tem pela frente, como é possível aplicar
uma lei, ou até mesmo criticá-la. Uma lei apenas resolverá a questão das
drogas?
Os países desenvolvidos que adotaram políticas mais flexíveis no século passado, já voltaram atrás e hoje regulam muito mais a oferta de drogas, avaliam continuamente o resultado e o mais importante, definem de forma rápida novas medidas para o bem estar comum. Eles enfrentaram e ainda enfrentam o aumento do consumo, o uso ainda mais precoce, o aumento da prevalência da dependência e de todas as suas consequências, como o aumento do consumo de outras drogas, o aumento de doenças sexualmente transmissíveis, e o mais grave, apontam para um perfil de vulnerabilidade, pois acometem indivíduos jovens, no auge de sua saúde física, capacidade laboral, com toda a vida ainda por viver. Mas que de repente, se viram mergulhados em uma nova guerra.
Pior ainda são os exemplos de países como o Afeganistão, com suas “cracolândias” de ópio e seus derivados. Por lá, as drogas estão no varejo disponíveis, o acesso é fácil e o preço muito baixo. Mas e por aqui? A miopia do sistema não permite enxergar o que diz a realidade e a Ciência das Drogas, que avançou muito nos últimos 30 anos que alerta continuamente para um conhecimento novo sobre um tema tão complexo.
É preciso que os legalistas enxerguem que a cascata de eventos produzidos pela liberalização do uso de drogas em um país em desenvolvimento, muito jovem ainda, de dimensões continentais, onde não existe prevenção nem tratamento, e muito menos uma regulação adequada das drogas lícitas para adultos, pode ser ainda mais danosa que a política de guerra às drogas. E isto não significa voltar à repressão, mas urge a adoção de um tripé político para um dos problemas humanos mais antigos da história.
Esclarecimento permanente, dentro de uma prevenção moderna, com foco no preconceito, diminuirá um pouco o abismo enorme existente entre o uso de drogas e o modelo de proteção para crianças e adolescentes brasileiros. Uma “política para o bem do Brasil”.
Não, ainda não dá nem para pensar na legalização. É preciso dirigir todos os esforços para promover o debate, realizar pesquisas, obter financiamento para implantar medidas de acordo com a cultura brasileira, revitalizando a ética coletiva e ao final de um longo prazo, definir com a aprovação da maioria dos brasileiros qual é a melhor política de drogas? Por onde começar? Enxergar “bem claramente” um dos princípios mais importantes da humanidade: respeitar o direito humano, principalmente das crianças, de não usar drogas!
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segunda-feira, 22 de julho de 2013
Pesquisa do IBGE aponta que 15 mil estudantes do Ensino Fundamental já fumaram crack
Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar
2012, entrevistou mais de cem mil adolescentes em 2.842 escolas de todo o país.
A pesquisa com estudantes do último ano do Ensino Fundamental, revela que cerca
de 15 mil já consumiram crack. Segundo estudo do IBGE, o uso de drogas ilícitas
cresceu 1,2% em três anos. Em contrapartida, caiu percentual de alunos que
experimentam cigarros. Esses percentuais estão em patamares similares aos
encontrados por pesquisas semelhantes à PeNSE, realizadas pela OMS em outros
países.
Cerca de 15 mil estudantes do nono
ano do Ensino Fundamental de escolas públicas e privadas brasileiras fumaram
crack pelo menos uma vez em 2012. Os jovens têm entre 13 e 15 anos. O número de
alunos que consomem drogas cresceu 1,2% em três anos. A Pesquisa Nacional de
Saúde do Escolar, divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE, mostra que 7,3% dos
mais de três milhões de estudantes do nono ano já usaram algum tipo de entorpecente.
Na Europa, uma pesquisa da Organização Mundial de Saúde mostrou que 17% dos
adolescentes com 15 anos já fumaram maconha. Nos Estados Unidos, este número
sobe para quase 30%.
A psiquiatra e especialista em
dependência química da ABEAD (Associação Brasileira do Estudo do Álcool e
outras Drogas), Ana Cecília Marques, afirma que os números são alarmantes. “A
mistura álcool e cocaína produz uma substância ainda mais tóxica que pode lesar
o tecido nervoso. A maconha, parte do coquetel, dificulta ainda mais o processo
de desintoxicação e recuperação. As três subiram no ranking, sinal de que
estamos perdendo a guerra. Ressalto que o impacto no cérebro do adolescente, é
imprevisível e pode gerar inúmeros problemas, bem mais graves que em um
adulto”, alerta a psiquiatra.
Enquanto o uso de drogas ilícitas
entre alunos do nono ano do Ensino Fundamental cresceu, o consumo de tabaco
apresentou queda. Os dados do IBGE revelam que o número de alunos que fumaram
pelo menos uma vez nas capitais caiu de 24%, em 2009, para 22%, em 2012. O
consumo de álcool se manteve estável, mas também é preocupante. 71% dos
adolescentes já experimentaram bebidas alcóolicas e 21% já ficaram embriagados.
A pesquisa do IBGE mostrou ainda que a forma mais comum de obter bebidas alcoólicas
é em festas e as meninas bebem mais do que os meninos. Por outro lado, eles
compram mais bebidas nos supermercados. Como a média de idade dos adolescentes
é de 14 anos, a venda de bebidas alcóolicas para os estudantes é proibida por
Lei. Outro comportamento que contraria a legislação é o hábito de dirigir. Mais
de 800 mil alunos, 27% do total, admitiram ter dirigido carros nos 30 dias
anteriores à pesquisa.
Uso de drogas ilícitas alguma vez na
vida
A PeNSE 2012 investigou o uso de
drogas ilícitas tais como: maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança perfume e
ecstasy, os dados evidenciam que 7,3% dos escolares já usaram drogas ilícitas.
Considerando as grandes regiões do país, o maior foi observado no Centro-Oeste,
9,3%. Analisando os resultados por capitais, o maior percentual foi encontrado
na capital Florianópolis (17,5%), Curitiba (14,4%) e os menores em Palmas e
Macapá (5,7% em ambas).
Considerando os escolares que usaram
drogas antes dos 13 anos de idade, o percentual para o conjunto do País foi de
2,6%, variando de 1,2%, no Nordeste, a 4,4%, no Sul.
Uso de maconha e crack
Entre os 7,3% de escolares que usaram
drogas ilícitas alguma vez na vida, o consumo atual (nos últimos 30 dias) de
maconha foi de 34,5%. Em relação ao total dos escolares, este percentual foi de
2,5%. Os estudantes residentes no Sul apresentaram maior consumo atual de
maconha (3,6%). O menor percentual foi observado no Nordeste, 0,9%.
Considerando as capitais, Florianópolis foi a que apresentou maior proporção do
consumo atual de maconha (10,1%).
Entre os 7,3% de escolares que usaram
drogas ilícitas alguma vez na vida, 6,4% usaram crack, alguma vez nos últimos
30 dias, ou 0,5% do conjunto de escolares do 9º ano.
Alguns temas da PeNSE também são
investigados em outros países. Segundo a Pesquisa de Comportamento de Saúde em
Crianças em Idade Escolar (HBSC), 17% dos adolescentes com 15 anos de idade na
Europa e América do Norte relataram uso de maconha pelo menos uma vez em suas
vidas e 8% pelo menos uma vez nos últimos trinta dias anteriores à pesquisa
(consumo recente). Nos Estados Unidos, 30% dos meninos e 26% das meninas
fumaram maconha pelo menos uma vez na vida e 16% meninos e 12% das meninas
fumaram maconha nos trinta dias que antecederam à pesquisa.
Experimentação de bebidas alcoólicas
A PeNSE 2012 inseriu uma nova questão
para medir a experimentação de uma dose de bebida (correspondendo a uma lata de
cerveja ou uma taça de vinho ou uma dose de cachaça ou uísque): Alguma vez na
vida você tomou uma dose de bebida alcoólica? Assim, o questionário ganhou
comparabilidade internacional e o indicador tornou-se mais específico.
Responderam que sim 50,3% dos escolares, variando de 56,8% no Sul a 47,3% no
Nordeste. A proporção das meninas (51,7%) foi maior que a dos meninos (48,7%).
Consumo atual de bebidas alcoólicas
O consumo atual de bebida alcoólica
entre os escolares (consumo nos últimos trinta dias), foi de 26,1% no Brasil e
não apresenta diferenças significativas entre os sexos masculino (25,2%) e
feminino (26,9%). As capitais com os maiores percentuais de escolares que
consumiram bebidas alcoólicas nos últimos 30 dias foram Porto Alegre (34,6%) e
Florianópolis (34,1%) e os menores percentuais foram encontrados em Belém
(17,3%) e Fortaleza (17,4%).
Entre os escolares que consumiram bebida
alcoólica nos últimos 30 dias, a forma mais comum de obter a bebida foi em
festas (39,7%), com amigos (21,8%), ou comprando no mercado, loja, bar ou
supermercado (15,6%). Outros 10,2% dos escolares consumiram bebida alcoólica
nos últimos 30 dias na própria casa.
Episódio de embriaguez
Cabe ainda ressaltar que 21,8% dos
escolares já sofreram algum episódio de embriaguez na vida. Os da região Sul
apresentaram o maior percentual (27,4%) e os do Nordeste o menor (17,3%). A
proporção de estudantes com episódio de embriaguez foi maior nas escolas
públicas (22,5%) do que as escolas privadas (18,6%).
Com relação ao álcool, 10% dos
estudantes relataram ter tido problemas com suas famílias ou amigos, ou
faltarem às aulas ou se envolveram em brigas, porque tinham bebido. O
percentual de jovens que declararam esses problemas foi maior entre as meninas
(10,4%) do que entre os meninos (9,5%).
Cigarro e outros produtos do tabaco
Os dados da PeNSE para as capitais
brasileiras, mostraram que o número de escolares que experimentaram cigarro
alguma vez na vida, reduziu de 24,2% para 22,3%, entre 2009 e 2012. No entanto,
5,1% dos escolares haviam fumado cigarro nos últimos trinta dias. As cidades
com maiores proporções de escolares fumantes no período foram Campo Grande com
12,4% e Florianópolis com 9,7%.
Comparando os dados de 2009 e 2012, o
percentual de escolares que fizeram uso de cigarros nos últimos 30 dias
manteve-se estável, em torno de 6%. Segundo a PeNSE 2012, 29,8% dos escolares
brasileiros que frequentavam o 9º ano, informaram que pelo menos um dos
responsáveis era fumante. 89,3% dos escolares estudam em escolas que informaram
possuir política sobre proibição do uso do tabaco.
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quinta-feira, 20 de junho de 2013
Pesquisa mostra que 15 mil estudantes entre 13 e 15 anos já fumaram crack
Aproximadamente
75 mil alunos do último ano do Ensino Fundamental nas escolas brasileiras
fumavam maconha e 15 mil fumavam crack no ano passado, de acordo com dados da
PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) 2012, divulgada nesta
quarta-feira (19) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Apesar dos números representarem 2,5% e 0,5%,
respectivamente, dos cerca de 3,15 milhões de escolares do 9º ano, a situação
serve de alerta para as autoridades e a sociedade, de acordo com o gerente de
Estatísticas de Saúde do IBGE, Marco Antonio Andreazzi.
—Estamos falando de adolescentes, em sua maioria,
entre 13 e 15 anos de idade, que frequentam a escola, que relataram ter usado essas drogas nos últimos 30 dias.
Ele demonstrou maior preocupação em relação ao crack.
—Esse percentual de 0,5%, embora pareça bastante pequeno, merece cuidado e análise mais aprofundada: o crack é uma droga debilitante, que provoca o afastamento da escola, da família e do convívio social.
O estudo aponta que quase metade (45,5%) dos alunos nesse ano escolar tinha 14 anos de idade. Entre os entrevistados, 7,3% disseram ter experimentado algum tipo de droga ilícita como maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança-perfume e ecstasy.
O estudo aponta que quase metade (45,5%) dos alunos nesse ano escolar tinha 14 anos de idade. Entre os entrevistados, 7,3% disseram ter experimentado algum tipo de droga ilícita como maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança-perfume e ecstasy.
Desse total, 2,6% tinham menos de 13 anos. Dentre os entrevistados, 34,5% haviam provado maconha e 6,4%, crack. O Centro-Oeste é a região com o maior percentual de alunos do 9º ano que haviam experimentado alguma droga, com 9,3%. A Região Nordeste aparece com o menor percentual. Analisando os resultados por capitais, o maior percentual foi encontrado em Florianópolis (17,5%), Curitiba (14,4%) e os menores em Palmas e Macapá (5,7% em ambas).
Álcool
Em relação ao álcool, 50,3% dos entrevistados disseram ter experimentado uma dose de bebida alcoólica na vida e 26,1% disseram ter consumido álcool nos últimos trinta dias, com destaque para Porto Alegre (34,6%) e Florianópolis (34,1%). Os menores percentuais foram encontrados em Belém (17,3%) e Fortaleza (17,4%).
Em seis anos, consumo de álcool cresce 20% no Brasil
Em relação ao álcool, 50,3% dos entrevistados disseram ter experimentado uma dose de bebida alcoólica na vida e 26,1% disseram ter consumido álcool nos últimos trinta dias, com destaque para Porto Alegre (34,6%) e Florianópolis (34,1%). Os menores percentuais foram encontrados em Belém (17,3%) e Fortaleza (17,4%).
Em seis anos, consumo de álcool cresce 20% no Brasil
Cerca de 22% dos estudantes disseram ter sofrido pelo menos um episódio de embriaguez. No sul, esse percentual foi 56,8% e de 47,3% no Nordeste. A proporção das meninas (51,7%) foi maior que a dos meninos (48,7%). A forma mais comum de obter bebida alcoólica foi em festas (39,7%), com amigos (21,8%), ou comprando no mercado, loja, bar ou supermercado (15,6%). E 10,2% dos escolares adquiriram bebida alcoólica para o consumo durante o período considerado, na própria casa.
A psiquiatra e especialista em dependência química da ABEAD (Associação Brasileira do Estudo do Álcool e outras Drogas), Ana Cecília Marques, afirma que os números são alarmantes.
—A mistura álcool e cocaína produz uma substancia ainda mais toxica que cada uma separadamente, um coquetel que pode lesar o tecido nervoso. A maconha, parte do coquetel, dificulta ainda mais o processo de desintoxicação e recuperação. As três subiram no ranking, sinal de que estamos perdendo a guerra. Ressalto que o impacto no cérebro do adolescente, é imprevisível e pode gerar inúmeros problemas, bem mais graves que em um adulto.
Cigarro
Outro dado revelado pela pesquisa no que se refere à saúde dos adolescentes é a queda no número de escolares que haviam provado tabaco nas capitais entre 2009 e 2012 (de 24,2% para 22,3%).
Os dados mostram que 19,6% dos estudantes brasileiros do último ano do ensino fundamental haviam experimentado cigarro e 29,8% informaram que pelo menos um dos responsáveis era fumante. Ainda de acordo com a pesquisa, 89,3% dos escolares estudam em escolas que informaram possuir política sobre proibição do uso do tabaco.
Ao comparar os dados das pesquisas de 2009 e 2012, verificou-se que o percentual de escolares que fizeram uso de cigarros nos últimos 30 dias manteve-se estável, em torno de 6%. As cidades com maiores proporções de escolares fumantes no período foram Campo Grande com 12,4% e Florianópolis com 9,7%
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