Mostrando postagens com marcador Cigarro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cigarro. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Ricos fumam mais


Pesquisa divulgada recentemente pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apontou crescimento no consumo de cigarros entre pessoas de melhor poder aquisitivo – a chamada classe A –. Nos últimos seis anos, a população mais rica do País elevou o uso de tabaco em 110%, contrariando a média nacional, com queda de 20% no consumo de cigarros no mesmo período, entre 2006 e 2012.

Conforme a pesquisa, o percentual de fumantes da classe A, em 2006, era de apenas 5,2%. Já no ano passado, o consumo mais do que dobrou e subiu para 10,9%. Na contramão dos dados da população rica, maior consumidora de cigarros, segundo a mostra, outras camadas sociais apresentaram menor uso do tabaco. Na classe B, passou de 14,7%, em 2006, para 12,7%, em 2012. A mesma tendência é seguida pela faixa C, que diminuiu de 21,8% para 19,1%. No grupo D e E, os recuos passaram de 22,7% para 19%, e, 24,9% para 22,9% respectivamente.
“Embora a classe econômica mais privilegiada tenha mais conhecimento, o fato de ter dinheiro para consumir cigarros se torna mais relevante. Acredito que isso mostra a importância de se pensar em aumentar o imposto, porque é um fator que pode, muito provavelmente, ser mais eficaz que campanhas de conhecimento de que o cigarro faz mal”, salienta Ana Cecília Marques, uma das responsáveis pelo levantamento.
A pesquisadora ainda explica que, no momento da decisão sobre comprar ou não um maço de cigarros, o dinheiro no bolso pesa mais que alta escolaridade e maior esclarecimento sobre efeitos nocivos do fumo. Há dois anos, o Ministério da Saúde estipulou aumento gradativo da carga tributária sobre os cigarros e do preço mínimo para a venda do maço.
Regiões do País

O levantamento da Unifesp comparou o aumento do consumo de cigarros em diferentes lugares do Brasil. A região Sul, embora tenha apresentado queda, foi a que mais consumiu tabaco (20,2%) em 2012, contra 25,9% em 2006. O uso do fumo em outras regiões do País também ocorreu redução dentro do mesmo período: Norte (20%), Sudeste (19%), Nordeste (18%) e Centro-Oeste (15%).
Segundo o estudo, 50% dos pesquisados afirmaram já ter experimentado cigarro pelo menos uma vez na vida e, desses, 51% permanecem fumando. A grande maioria dos entrevistados (73%) admitiu que tentaria largar o cigarro se tivesse acesso a tratamento gratuito.
Outro aspecto investigado, de acordo com a pesquisa, foram os indicadores de dependência. Um deles é consumir o primeiro cigarro até cinco minutos após acordar. Neste contexto, 25,3% disseram, em 2012, ter essa necessidade, contra 17,9% que admitiram sofrer o problema em 2006.
Já no aspecto difícil ou bem difícil passar um dia sem fumar foi outro item investigado pelo estudo para avaliar a dependência. Na ocasião, 67,8% dos participantes assumiram essa dificuldade no ano passado, ante 59% em 2006. Entre fumantes que tentaram parar de fumar e não conseguiram houve queda de 9%, ou seja, de 72% em 2006 passou para 63% em 2012.
Disponível em: http://www.dm.com.br/texto/159208-ricos-fumam-mais

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Índice de fumantes cai 20% em seis anos no País

O consumo de cigarro no País caiu 20% entre 2006 e 2012, apontam dados do 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas sobre o uso do tabaco, realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Segundo a pesquisa, 19,3% da população brasileira se declarou fumante na pesquisa realizada em 2006. No ano passado, o índice caiu para 15,6%, o equivalente a 19,4 milhões de pessoas. A queda entre os adolescentes foi ainda maior. No período analisado, o porcentual de menores entre 14 e 18 anos que fumam passou de 6,2% para 3,4%, redução de 45%.
"Podemos apontar as leis federais e estaduais que dificultaram o consumo do cigarro como uma das razões para essa queda. Mas há uma tendência mundial de declínio no uso do tabaco e maior informação sobre a dependência que ele causa entre as novas gerações", afirma a psiquiatra Ana Cecília Marques, uma das responsáveis pelo estudo.
Embora o consumo tenha caído, os indicadores de dependência entre os que continuam fumando se agravaram. O número médio de cigarros consumidos passou de 12,9 para 14,1 entre 2006 e 2012. Já o porcentual de usuários que fumam o primeiro cigarro até cinco minutos após acordar passou de 17,9% para 25,3% no período.
Apesar da queda geral no uso do cigarro, o índice de fumantes na classe A dobrou. Em 2006, 5,2% desse grupo se declarava usuário de tabaco. No ano passado, esse número passou para 10,9%. Em todas as outras classes houve redução do consumo, mas a classe E continua a ter o maior porcentual de fumantes: 22,9%.
A Região Sul do País foi a que teve a maior queda no índice de fumantes: de 25,9% para 20,2% no período analisado, mas ainda é a região com o maior porcentual de dependentes de cigarro.
Tratamento
O levantamento mostra ainda que 90% dos fumantes gostariam de largar o vício, índice maior do que o registrado em 2006, quando 81% manifestavam esse desejo. No entanto, apenas 17% dos que querem parar de fumar têm planos nesse sentido.
Segundo o estudo, apenas uma pequena minoria dos fumantes (7,3%) buscou ajuda para largar o cigarro. O tratamento especializado na rede pública ainda é pouco procurado. Do total de pessoas que buscaram ajuda, apenas 7,8% recorreram ao Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD). A maioria (51,8%) declarou ter buscado ajuda com algum membro da família.
Publicidade
A maioria dos entrevistados apoia a lei que restringe publicidade em pontos de venda, como padarias e restaurantes. Entre os não fumantes, o índice de aprovação é de 88%. Entre os fumantes, 77% apoiam a medida. Os pesquisadores entrevistaram 4.607 pessoas em 149 municípios brasileiros.

Consumo de cigarros cresceu entre os mais ricos do país, aponta pesquisa

A classe A foi a única a aumentar o consumo de cigarro nos últimos seis anos, aponta estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), divulgado hoje (11). Na contramão da média nacional, com queda de 20% no uso de tabaco, a população mais rica do país elevou o consumo de cigarros em 110%, entre 2006 e 2012.

A pesquisadora Ana Cecília Marques, que participa do estudo, acredita que, no momento da decisão sobre comprar ou não um maço de cigarros, o dinheiro no bolso pesa mais que alta escolaridade e maior esclarecimento sobre os efeitos nocivos do fumo. “Embora a classe econômica mais privilegiada tenha mais conhecimento, o fato de ter dinheiro para comprar se torna mais importante. Eu acho que isso mostra a importância de se pensar em aumentar o imposto, porque é um fator que pode, muito provavelmente, ser mais eficaz que campanhas de conhecimento de que o cigarro faz mal”, defendeu.

Desde o final de 2011, o governo estipulou aumento gradativo da carga tributária sobre os cigarros e do preço mínimo para a venda do maço.
Segundo a pesquisa, o percentual de fumantes da classe A, em 2006, era 5,2%; e subiu para 10,9%, no ano passado. Nas outras camadas sociais, houve redução. Na classe B, passou de 14,7%, em 2006; para 12,7%, em 2012; na classe C, caiu de 21,8% para 19,1%; na faixa D, recuou de 22,7% para 19%; e na E, houve redução de 24,9% para 22,9%.

O estudo comparou os consumos nas diferentes regiões do país. Apesar de ter apresentado queda, o Sul despontou como a que mais consumiu cigarros: 20,2% em 2012, contra 25,9% em 2006. Os fumantes nas demais regiões do Brasil também diminuíram: Norte (20%), Sudeste (19%), Nordeste (18%) e Centro-Oeste (15%).
Metade dos entrevistados admitiu já ter experimentado cigarro pelo menos uma vez na vida e, desses, 51% continuaram fumando. A maioria dos fumantes (73%) disse que tentaria parar de fumar se tivesse acesso a tratamento gratuito.

Outro aspecto abordado pelo estudo foram os indicadores de dependência. Um deles é fumar o primeiro cigarro até cinco minutos após acordar – 25,3% admitiram essa necessidade em 2012, contra 17,9% em 2006. Achar difícil ou bem difícil passar um dia sem fumar foi outro indicador usado para avaliar a dependência: 67,8% admitiram essa dificuldade no ano passado, ante 59% em 2006. Os fumantes que tentaram parar de fumar e não conseguiram diminuíram, passando de 72% em 2006 para 63% no ano passado.

Os dados fazem parte do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad). Foram ouvidos mais de 3 mil brasileiros com mais de 14 anos em 2006, e 4,6 mil participantes em 2012. As entrevistas foram feitas em quase 150 municípios.

Em 6 anos, consumo de cigarro cai em 20% no Brasil, mas dobra na classe A

O consumo de cigarro caiu 20% no Brasil, mas dobrou na classe A nos últimos seis anos. A diminuição foi maior entre homens e na população adolescente. Os dados são do II Lenad (Levantamento Nacional de Álcool e Drogas sobre tabaco), realizado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e divulgado nesta quarta-feira (11). O Brasil tem cerca de 20 milhões de fumantes e estima-se que no País há 70 milhões de fumantes passivos, ou seja, pessoas que não usam cigarro, mas vivem na mesma residência de um tabagista.
De acordo com o levantamento, o consumo caiu de 19,3% em 2006 para 15,6% em 2012. Entre os adolescentes, a redução foi ainda maior (45%), passando de 6,2% para 3,4% no mesmo período. Para o levantamento, a Unifesp entrevistou, em domicílio, 4.607 pessoas de 14 anos ou mais em 149 municípios brasileiros.
O II Lenad também revelou que houve diminuição do tabagismo em todas as classes sociais, com exceção da classe mais privilegiada (A), que registrou um aumento de 110% no período de seis anos, passando de 5,2% para 10,9%. Embora a redução no hábito de fumar tenha sido maior entre os homens (de 27% para 21%), o sexo masculino manteve a primeira posição no ranking de uso do tabaco. Nos últimos seis anos, as mulheres fumantes passaram de 15% para 13%. Para a pesquisadora Clarice Madruga, um dos motivos é hormonal.
— A dependência na mulher é diferente do homem, ou seja, se manifesta de forma mais severa e dificulta o abandono do cigarro.

Entre as regiões, o Sul apresentou a maior queda (23%), mas se manteve na liderança, seguido do Sudeste e Centro-Oeste. Sobre a idade média de início de uso, não houve mudança significativa entre 2006 e 2012, ou seja, se manteve em 16 anos. A média de cigarros consumidos diariamente foi de 12,9 em 2006 para 14,1 em 2012. Para a psiquiatra Ana Cecília Marques, “a política de tratamento está desatualizada”.
— O Brasil está acompanhando a tendência mundial da diminuição do cigarro, mas o tratamento não pode ser baseado apenas no número de cigarros fumados. A política assistencial tem que passar por prevenção primária, morbidades associadas e atuar nos fumantes passivos, já que a fumaça que sai da ponta do cigarro é mais prejudicial do que a tragada.
Em relação ao tratamento, o levantamento mostrou que 90% dos fumantes gostariam de largar o cigarro, mas somente 17% têm planos para executar essa tarefa. Entre os que pararam de fumar, apenas 7,3% fizeram algum tipo de tratamento.
Um dos dados alarmantes, segundo Clarice, é que 21% acham que fumar não é tão prejudicial para a saúde como dizem. 
— Isso mostra uma falta de informação. Por outro lado, a saúde foi o grande motivador dos que conseguiram parar e foram bem-sucedidos.
O levantamento mostrou baixa prevalência de procura por serviços de saúde. Entre as opções de auxílio para abandonar o vício, a procura por familiares e amigos foram as mais citadas. Mais da metade dos adolescentes (62%) reportou não encontrar nenhum problema para comprar cigarros. Entre os fumantes, 55% costumam comprar cigarros em bares sem nenhuma dificuldade. Os entrevistados responderam, ainda, questões sobre álcool  e drogas ilícitas, entre outros.

Consumo de tabaco caiu 20% no país em 6 anos, mas aumentou 110% na classe A


Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (11) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que o consumo de tabaco diminuiu 20% no país no ano passado. Em 2006, a proporção de tabagistas era 19,3% e, no ano passado, caiu para 15,6%.
Entre adolescentes, a redução, de 45%, é ainda maior que na média:  caiu de 6,2% em 2006  para 3,4% em 2012. 
 O combate ao tabagismo foi registrado em todas as classes sócio-econômicas, exceto na classe A, população em que houve aumento de 110% (de 5,2% para 10,9%) no período.
Contraditoriamente, o estudo também mostrou que a maioria dos fumantes (73%) reporta que tentaria parar de fumar se tivesse tratamento gratuito.
 A pesquisadora Ana Cecília Marques, que participou do estudo, acredita que, no momento da decisão sobre comprar ou não um maço de cigarros, o dinheiro no bolso pesa mais que alta escolaridade e maior esclarecimento sobre os efeitos nocivos do fumo.
 "Embora a classe econômica mais privilegiada tenha mais conhecimento, o fato de ter dinheiro para comprar se torna mais importante. Eu acho que isso mostra a importância de se pensar em aumentar o imposto, porque é um fator que pode, muito provavelmente, ser mais eficaz que campanhas de conhecimento de que o cigarro faz mal", defendeu.
 "Estudos mostram que em lugares onde houve aumento de imposto o consumo diminuiu", atesta Clarice Madruga, pesquisadora da Unifesp e coordenadora do Lenad. 
Desde o final de 2011, o governo estipulou aumento gradativo da carga tributária sobre os cigarros e do preço mínimo para a venda do maço.
 O estudo também comparou os consumos nas diferentes regiões do país. Apesar de ter apresentado queda, o Sul despontou como a que mais consumiu cigarros: 20,2% em 2012, contra 25,9% em 2006. Os fumantes nas demais regiões do Brasil também diminuíram: Norte (20%), Sudeste (19%), Nordeste (18%) e Centro-Oeste (15%).
 Embora a redução no consumo de tabaco tenha sido maior na população masculina, a prevalência ainda é maior entre os homens - 21%, contra 13% das mulheres. 
 Metade da população já experimentou cigarro pelo menos uma vez na vida. Entre essas pessoas, 51% mantiveram o hábito de fumar e, destas, 21% conseguiram parar. 
 O 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad) indica que existam 20 milhões de fumantes hoje no Brasil, o que leva a estimar um total de 70 milhões de fumantes passivos. 
O levantamento foi feito em 142 municípios e contou com 4.607 participantes de 14 anos ou mais. Em 2006, o Lenad teve 3.007 participantes de 147 municípios brasileiros.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Nova York sanciona Lei para inibir a dependência do cigarro


Lei que restringe a compra de cigarros por menores de 21 anos e sobe o preço do maço deveria ser exemplo para o Brasil
 
Na última terça-feira, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, sancionou uma lei que proíbe a venda de cigarros para menores de 21 anos. Os adolescentes ainda podem portar o tabaco, mas a iniciativa tem o objetivo de minimizar o número de jovens que experimentam o cigarro na idade em que estão mais vulneráveis à dependência. As pesquisas apontam que 80% dos fumantes iniciaram o hábito antes dos 21 anos.
 
O preço do maço de cigarros por lá também aumentou e passou a custar no mínimo US$ 10,50. A venda para menores implicará em multas de até US$ 1 mil, podendo chegar a US$ 2 mil se for reincidência e até mesmo perder a autorização de venda do produto.
 
Para a presidente da Associação Brasileira do Estudo do Álcool e Outras Drogas (ABEAD), Ana Cecília Marques, essa medida teria grande importância no Brasil. “Esse é o tipo de legislação eficiente. Protege os indivíduos com maior vulnerabilidade à dependência. Está comprovado que o consumo do tabaco por crianças, adolescentes e até mesmo ‘adultos jovens’, potencializa as possibilidades de estabelecer a dependência. Não temos dúvidas de que esta Lei é um exemplo que deveria ser seguido no Brasil. Sabemos que haverá ainda a venda no mercado negro, mas também sabemos que o adolescente de 16 anos terá ainda mais dificuldade para comprar, e o aumento no custo é outra medida importantíssima”, destaca a psiquiatra.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Pesquisa do IBGE aponta que 15 mil estudantes do Ensino Fundamental já fumaram crack

Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012, entrevistou mais de cem mil adolescentes em 2.842 escolas de todo o país. A pesquisa com estudantes do último ano do Ensino Fundamental, revela que cerca de 15 mil já consumiram crack. Segundo estudo do IBGE, o uso de drogas ilícitas cresceu 1,2% em três anos. Em contrapartida, caiu percentual de alunos que experimentam cigarros. Esses percentuais estão em patamares similares aos encontrados por pesquisas semelhantes à PeNSE, realizadas pela OMS em outros países.
Cerca de 15 mil estudantes do nono ano do Ensino Fundamental de escolas públicas e privadas brasileiras fumaram crack pelo menos uma vez em 2012. Os jovens têm entre 13 e 15 anos. O número de alunos que consomem drogas cresceu 1,2% em três anos. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE, mostra que 7,3% dos mais de três milhões de estudantes do nono ano já usaram algum tipo de entorpecente. Na Europa, uma pesquisa da Organização Mundial de Saúde mostrou que 17% dos adolescentes com 15 anos já fumaram maconha. Nos Estados Unidos, este número sobe para quase 30%.
A psiquiatra e especialista em dependência química da ABEAD (Associação Brasileira do Estudo do Álcool e outras Drogas), Ana Cecília Marques, afirma que os números são alarmantes. “A mistura álcool e cocaína produz uma substância ainda mais tóxica que pode lesar o tecido nervoso. A maconha, parte do coquetel, dificulta ainda mais o processo de desintoxicação e recuperação. As três subiram no ranking, sinal de que estamos perdendo a guerra. Ressalto que o impacto no cérebro do adolescente, é imprevisível e pode gerar inúmeros problemas, bem mais graves que em um adulto”, alerta a psiquiatra.
Enquanto o uso de drogas ilícitas entre alunos do nono ano do Ensino Fundamental cresceu, o consumo de tabaco apresentou queda. Os dados do IBGE revelam que o número de alunos que fumaram pelo menos uma vez nas capitais caiu de 24%, em 2009, para 22%, em 2012. O consumo de álcool se manteve estável, mas também é preocupante. 71% dos adolescentes já experimentaram bebidas alcóolicas e 21% já ficaram embriagados. A pesquisa do IBGE mostrou ainda que a forma mais comum de obter bebidas alcoólicas é em festas e as meninas bebem mais do que os meninos. Por outro lado, eles compram mais bebidas nos supermercados. Como a média de idade dos adolescentes é de 14 anos, a venda de bebidas alcóolicas para os estudantes é proibida por Lei. Outro comportamento que contraria a legislação é o hábito de dirigir. Mais de 800 mil alunos, 27% do total, admitiram ter dirigido carros nos 30 dias anteriores à pesquisa.

Uso de drogas ilícitas alguma vez na vida
A PeNSE 2012 investigou o uso de drogas ilícitas tais como: maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança perfume e ecstasy, os dados evidenciam que 7,3% dos escolares já usaram drogas ilícitas. Considerando as grandes regiões do país, o maior foi observado no Centro-Oeste, 9,3%. Analisando os resultados por capitais, o maior percentual foi encontrado na capital Florianópolis (17,5%), Curitiba (14,4%) e os menores em Palmas e Macapá (5,7% em ambas).
Considerando os escolares que usaram drogas antes dos 13 anos de idade, o percentual para o conjunto do País foi de 2,6%, variando de 1,2%, no Nordeste, a 4,4%, no Sul.

Uso de maconha e crack
Entre os 7,3% de escolares que usaram drogas ilícitas alguma vez na vida, o consumo atual (nos últimos 30 dias) de maconha foi de 34,5%. Em relação ao total dos escolares, este percentual foi de 2,5%. Os estudantes residentes no Sul apresentaram maior consumo atual de maconha (3,6%). O menor percentual foi observado no Nordeste, 0,9%. Considerando as capitais, Florianópolis foi a que apresentou maior proporção do consumo atual de maconha (10,1%).
Entre os 7,3% de escolares que usaram drogas ilícitas alguma vez na vida, 6,4% usaram crack, alguma vez nos últimos 30 dias, ou 0,5% do conjunto de escolares do 9º ano.
Alguns temas da PeNSE também são investigados em outros países. Segundo a Pesquisa de Comportamento de Saúde em Crianças em Idade Escolar (HBSC), 17% dos adolescentes com 15 anos de idade na Europa e América do Norte relataram uso de maconha pelo menos uma vez em suas vidas e 8% pelo menos uma vez nos últimos trinta dias anteriores à pesquisa (consumo recente). Nos Estados Unidos, 30% dos meninos e 26% das meninas fumaram maconha pelo menos uma vez na vida e 16% meninos e 12% das meninas fumaram maconha nos trinta dias que antecederam à pesquisa.

Experimentação de bebidas alcoólicas
A PeNSE 2012 inseriu uma nova questão para medir a experimentação de uma dose de bebida (correspondendo a uma lata de cerveja ou uma taça de vinho ou uma dose de cachaça ou uísque): Alguma vez na vida você tomou uma dose de bebida alcoólica? Assim, o questionário ganhou comparabilidade internacional e o indicador tornou-se mais específico. Responderam que sim 50,3% dos escolares, variando de 56,8% no Sul a 47,3% no Nordeste. A proporção das meninas (51,7%) foi maior que a dos meninos (48,7%).

Consumo atual de bebidas alcoólicas
O consumo atual de bebida alcoólica entre os escolares (consumo nos últimos trinta dias), foi de 26,1% no Brasil e não apresenta diferenças significativas entre os sexos masculino (25,2%) e feminino (26,9%). As capitais com os maiores percentuais de escolares que consumiram bebidas alcoólicas nos últimos 30 dias foram Porto Alegre (34,6%) e Florianópolis (34,1%) e os menores percentuais foram encontrados em Belém (17,3%) e Fortaleza (17,4%).
Entre os escolares que consumiram bebida alcoólica nos últimos 30 dias, a forma mais comum de obter a bebida foi em festas (39,7%), com amigos (21,8%), ou comprando no mercado, loja, bar ou supermercado (15,6%). Outros 10,2% dos escolares consumiram bebida alcoólica nos últimos 30 dias na própria casa.

Episódio de embriaguez
Cabe ainda ressaltar que 21,8% dos escolares já sofreram algum episódio de embriaguez na vida. Os da região Sul apresentaram o maior percentual (27,4%) e os do Nordeste o menor (17,3%). A proporção de estudantes com episódio de embriaguez foi maior nas escolas públicas (22,5%) do que as escolas privadas (18,6%).
Com relação ao álcool, 10% dos estudantes relataram ter tido problemas com suas famílias ou amigos, ou faltarem às aulas ou se envolveram em brigas, porque tinham bebido. O percentual de jovens que declararam esses problemas foi maior entre as meninas (10,4%) do que entre os meninos (9,5%).

Cigarro e outros produtos do tabaco
Os dados da PeNSE para as capitais brasileiras, mostraram que o número de escolares que experimentaram cigarro alguma vez na vida, reduziu de 24,2% para 22,3%, entre 2009 e 2012. No entanto, 5,1% dos escolares haviam fumado cigarro nos últimos trinta dias. As cidades com maiores proporções de escolares fumantes no período foram Campo Grande com 12,4% e Florianópolis com 9,7%.

Comparando os dados de 2009 e 2012, o percentual de escolares que fizeram uso de cigarros nos últimos 30 dias manteve-se estável, em torno de 6%. Segundo a PeNSE 2012, 29,8% dos escolares brasileiros que frequentavam o 9º ano, informaram que pelo menos um dos responsáveis era fumante. 89,3% dos escolares estudam em escolas que informaram possuir política sobre proibição do uso do tabaco.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Pesquisa mostra que 15 mil estudantes entre 13 e 15 anos já fumaram crack


Aproximadamente 75 mil alunos do último ano do Ensino Fundamental nas escolas brasileiras fumavam maconha e 15 mil fumavam crack no ano passado, de acordo com dados da PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) 2012, divulgada nesta quarta-feira (19) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apesar dos números representarem 2,5% e 0,5%, respectivamente, dos cerca de 3,15 milhões de escolares do 9º ano, a situação serve de alerta para as autoridades e a sociedade, de acordo com o gerente de Estatísticas de Saúde do IBGE, Marco Antonio Andreazzi.

—Estamos falando de adolescentes, em sua maioria, entre 13 e 15 anos de idade, que frequentam a escola, que relataram ter usado essas drogas nos últimos 30 dias.

Ele demonstrou maior preocupação em relação ao crack.
—Esse percentual de 0,5%, embora pareça bastante pequeno,  merece cuidado e análise mais aprofundada:  o crack é uma droga debilitante, que provoca o afastamento da escola, da família e do convívio social.

O estudo aponta que quase metade (45,5%) dos alunos nesse ano escolar tinha 14 anos de idade. Entre os entrevistados, 7,3% disseram ter experimentado algum tipo de droga ilícita como maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança-perfume e ecstasy.
Desse total, 2,6% tinham menos de 13 anos. Dentre os entrevistados, 34,5%  haviam provado maconha e 6,4%, crack. O Centro-Oeste é a região com o maior percentual de alunos do 9º ano que haviam experimentado alguma droga, com 9,3%. A Região Nordeste aparece com o menor percentual. Analisando os resultados por capitais, o maior percentual foi encontrado em Florianópolis (17,5%), Curitiba (14,4%) e os menores em Palmas e Macapá (5,7% em ambas).
Álcool
Em relação ao álcool, 50,3% dos entrevistados disseram ter experimentado uma dose de bebida alcoólica na vida e 26,1% disseram ter consumido álcool nos últimos trinta dias, com destaque para Porto Alegre (34,6%) e Florianópolis (34,1%). Os menores percentuais foram encontrados em Belém (17,3%) e Fortaleza (17,4%).

Em seis anos, consumo de álcool cresce 20% no Brasil

Cerca de 22% dos estudantes disseram ter sofrido pelo menos um episódio de embriaguez. No sul, esse percentual foi 56,8% e de 47,3% no Nordeste. A proporção das meninas (51,7%) foi maior que a dos meninos (48,7%). A forma mais comum de obter bebida alcoólica foi em festas (39,7%), com amigos (21,8%), ou comprando no mercado, loja, bar ou supermercado (15,6%). E 10,2% dos escolares adquiriram bebida alcoólica para o consumo durante o período considerado, na própria casa.

A psiquiatra e especialista em dependência química da ABEAD (Associação Brasileira do Estudo do Álcool e outras Drogas), Ana Cecília Marques, afirma que os números são alarmantes.

—A mistura álcool e cocaína produz uma substancia ainda mais toxica que cada uma separadamente, um coquetel que pode lesar o tecido nervoso. A maconha, parte do coquetel, dificulta ainda mais o processo de desintoxicação e recuperação. As três subiram no ranking, sinal de que estamos perdendo a guerra. Ressalto que o impacto no cérebro do adolescente, é imprevisível e pode gerar inúmeros problemas, bem mais graves que em um adulto.

Cigarro
Outro dado revelado pela pesquisa no que se refere à saúde dos adolescentes é a queda no número de escolares que haviam provado tabaco nas capitais entre 2009 e 2012 (de 24,2% para 22,3%).

Os dados mostram que 19,6% dos estudantes brasileiros do último ano do ensino fundamental haviam experimentado cigarro e 29,8% informaram que pelo menos um dos responsáveis era fumante. Ainda de acordo com a pesquisa, 89,3% dos escolares estudam em escolas que informaram possuir política sobre proibição do uso do tabaco.

Ao comparar os dados das pesquisas de 2009 e 2012, verificou-se que o percentual de escolares que fizeram uso de cigarros nos últimos 30 dias manteve-se estável, em torno de 6%. As cidades com maiores proporções de escolares fumantes no período foram Campo Grande com 12,4% e Florianópolis com 9,7%