terça-feira, 3 de maio de 2016

WORKSHOP

WORKSHOP
O Impacto da Dependência Química na Família
21 de maio de 2016
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terça-feira, 22 de março de 2016

ÁLCOOL COM ENERGÉTICO: UMA BOMBA QUE MATA!

Não é de hoje a moda entre os adolescentes de misturar energético com bebidas alcóolicas. Especialistas alertam para o perigo para a saúde dessa combinação explosiva, assim como para a bebida tomada pura, em excesso.
O álcool pode causar diversos problemas ao sistema nervoso central e tem consequências piores para os adolescents do que para os adultos. É o que afirma a psiquiatra e presidente da Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas), Ana Cecília Marques. Ela explica que o álcool pode “provocar atrofia em áreas importantes do cérebro”, responsáveis pelo seu
O álcool afeta, também, o sistema cardiovascular, deixando as pessoas mais vulneráveis a um AVC (acidente vascular cerebral), que é o rompimento de artérias no cérebro. Um AVC pode deixar a pessoa com sequelas ou levá-la à morte.
Além de interferir na saúde, o álcool em excesso está associado a casos de violência, relação sexual desprotegida, entre outros.
Álcool e energético
A médica cardiologista e presidente da Socerj (Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro), Olga Ferreira de Souza, alerta que a mistura de álcool com energético pode levar ao aumento da pressão arterial, palpitações, arritmias cardíacas, AVC e morte súbita.
A cardiologista explica que os energéticos camuflam os sintomas de embriaguez, porque contêm estimulantes, como cafeína e taurina, que mascaram os efeitos do álcool. Assim a pessoa bebe mais e por mais tempo.
O álcool, depois de seu momento de euforia, causa um efeito depressor, levando a uma queda de entusiasmo e à sonolência. A cafeína do energético acelera osbatimentos cardíacos e produz hormônios, como a adrenalina, provocando riscos como arritmia e aumento da pressão arterial. O problema do jovem é que, geralmente, não faz check ups que revelam se ele pode ter alguma propensão a uma cardiopatia ou à pressão alta. Por desconhecer seu estado de saúde, o jovem corre muito risco ao consumir energético.
O consumo diário de cafeína recomendado para uma pessoa é 150 mg em 24h. Uma lata de energético tem, em média, 80 mg de cafeína. O jovem costuma consumir de duas a três latinhas de energético numa balada.
A cardiologista explica que não existe recomendação médica para o uso de energéticos e, infelizmente, não há restrições para a venda de energéticos, como ocorre com o álcool.
Uma pesquisa feita pela Unifesp demonstrou que a cafeína dos energéticos potencializa os efeitos do álcool no cérebro e pode causar envelhecimento precoce e a doenças degenerativas, como Mal de Alzheimer e de Parkinson.
A cardiologista alerta que “se for beber, que seja de forma moderada, pouca quantidade, evitando bebidas destiladas que possuem maior teor alcoólico”. É imprescindível beber água enquanto se consome bebidas alcóolicas para manter o corpo hidratado, já que um dos efeitos do álcool é desidratar as células. Também não se deve beber em jejum.
Um outro problema é que os adolescentes têm começado a beber cada vez mais cedo. Isso se deve, sobretudo, à falta de campanhas de conscientização voltadas para essa faixa etária alertando sobre os perigos do consumo de álcool e as consequências do seu uso.
Pais e jovens devem estar em alerta quanto ao uso de energético. Por terem a venda liberada, muitos adolescentes abusam do energético sem saberem das consequências danosas para o seu organismo.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Dependência química ainda é desafio: História de casal de usuários de crack, em Santos, aponta uma das lacunas deste problema: eles não conseguem atendimento integral

O polegar e o indicador da mão esquerda amarelados revelam a dependência de Roberto, nome fictício que será usado nesta reportagem para preservar a identidade do usuário de crack. Ele tem 36 anos e vive há mais de dez nas ruas de Santos. Ele e sua companheira, que também é moradora de rua e usa a mesma droga, saíam da Seção Núcleo de Atenção ao Toxicodependente (Senat), na Encruzilhada, quando relataram sua rotina a A Tribuna: há alguns meses o casal vai à unidade para se tratar contra o vício. Apesar do aparente esforço, Roberto diz que os dois não conseguem se manter limpos aos fins de semana, quando o Senat está fechado. “Sábado e domingo a gente guarda carro e usa o dinheiro (que ganha) para comprar crack”. O Senat também não funciona à noite, quando Roberto e a companheira voltam para a marquise na esquina das ruas Silva Jardim com a Xavier Pinheiro. A presidente do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (Comad), Maria Tereza Spagna Louzano, reconhece que o atendimento ao dependente químico em Santos precisa melhorar. Diz que a entidade tem trabalhado em conjunto com a Prefeitura. Ela acredita que casos como o de Roberto serão mais assistidos com a inauguração do Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas (Caps AD) na Zona Noroeste. “Ele (Caps AD) já está pronto, mas a Prefeitura informou que por problema de Recursos Humanos ainda não inaugurou. A expectativa é que isso aconteça até julho”.

AVANÇAR
A psiquiatra e professora da Unifesp, Ana Cecília Marques, afirma que os modelos de tratamento aos dependentes químicos em todo o País precisam avançar. De acordo com ela, há a necessidade de uma ação conjunta, que comece na Atenção Básica de Saúde. “Temos que evitar que esses dependentes de álcool e drogas cheguem na rua, porque quem está na rua, está no fim da linha”, diz ela, que também é coordenadora do conselho consultivo da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead).

ATENÇÃO BÁSICA
Para ela, o primeiro passo é identificar a dependência química ainda na Atenção Básica
de Saúde. “Na hora que o paciente entra na unidade de Saúde, do mesmo jeito que ele mede a pressão, é só perguntar se ele fuma, bebe, ou usa droga”. Segundo Ana, esse é um procedimento ignorado em todo o Brasil, até pelos agentes comunitários de Saúde, em cuja ficha de trabalho há um espaço para preencher essa informação. Detectar a dependência precocemente, significa impedir que ela evolua. Para saber os resultados dessas medidas, Ana integra um grupo de pesquisa da Unifesp, que há dez anos adotou a prática em Tarumã, cidade com 12 mil habitantes no Centro Oeste do Estado. Agora o projeto entra na etapa de avaliar resultados.

IMEDIATO
Ana Cecília acredita que esse cuidado na Atenção Básica produza resultados
a longo prazo. De imediato defende uma coalizão que envolva toda a comunidade e não deixe apenas nas mãos da escola o assunto. “A prevenção na família deve ser urgente. Tem que ser uma prevenção universal, cuidando do adolescente e da criança, dando o exemplo, mudando o comportamento”, finaliza.



Ana Cecília Marques e o Nemt



SERVIÇO ESPECIALIZADO

Crianças de Tarumã ganham atendimento preventivo através do Nemt. Objetivo é ter no futuro uma adolescência mais saudável. É um dos únicos programas dessa especialidade que existe a nível mundial, diz a médica Ana Cecília Marques.

As crianças de Tarumã com necessidades especiais e que apresentam algum tipo de problema persistente na escola, vão receber atendimento especializado do Nemt (Núcleo Educacional e Multidisciplinar de Tarumã) a partir de 2016, e não justifica mais encaminhá-las para a Apae, em Assis, correndo risco de acidentes em viagens
numa estrada (SP 333 com tráfego de 9 mil veículos/ dia) com volume de tráfego pesado e muito elevado. A informação foi dada pela médica psiquiatra e mentora do projeto Periscópio, drª Ana Cecília Marques, beneficiando 60 crianças. Ela explica que o Nemt, broto do Periscópio, que já faz a prevenção contra uso de drogas, mobilizando cuidadores de toda a comunidade na fiscalização, já dispõe de uma estrutura técnica e especializada para oferecer esses serviços com qualidade, evitando o deslocamento até Assis diariamente.

AVALIAÇÃO
Segundo a drª Ana Cecília, “a partir da demanda avaliada, pesquisada, com crianças com problemas de aprendizagem, problemas de humor e familiares, enfim de crianças adoecidas na escola que emergiam na classe, nós construímos todo um levantamento para avaliar a taxa de problema que as crianças apresentavam e diante disso, com a comprovação da necessidade, pleiteamos junto ao prefeito Jairo da Costa e Silva e a secretária da educação Luciene Garcia Ferreira e Silva para que fosse construído um sonho que já era acalentado há muitos anos, mas agora com dados reais, contando com o apoio da Câmara, a criação de um Núcleo Educacional de Atendimento Multiprofissional dessas crianças que estão ligadas a escola. Esse núcleo tem um médico especialista na psiquiatria infantil, uma fonoaudióloga, um psicólogo e uma psicopedagoga que juntos abordam a criança que emerge da escola com problema persistente. Não é um probleminha que a criança apresentou naquele mês. Mas um problema que a própria psicopedagoga da escola já detectou junto com a professora e que se mantém ao longo do semestre e a criança não consegue evoluir. Isso demonstra que apesar da adaptação da criança ao ambiente escolar, deve apresentar um problema mais profundo e por esta razão deve ser submetida a uma avaliação mais aprofundada, que o núcleo vai oferecer”.

LEVANTAMENTO
A médica disse que foi feito um levantamento e que “temos pelo menos 60 crianças em tratamento hoje, que passam pelo fonoaudiólogo, reabilitam a linguagem; passam pela terapia e habilitam as suas realidades sociais pelo médico e psicopedagoga, e com isso em breve, no ano que vem, já que o Nemt é um broto do Periscópio, já devemos ter o resultado mostrando a eficácia da intervenção.” O Núcleo Multidisciplinar Saúde e Educação, inclusive com verbas consorciadas das secretarias que envolvem essa questão, otimizadas, a gente não esbanja dinheiro aqui no núcleo e tudo é baseado em dados previamente detectados, e que acredito que deve proteger essas crianças, alinhavou a drª Ana Cecília. Ela própria indaga: “Porque essas ações preventivas de saúde da criança são tão importantes? Porque todas as pesquisas no mundo, e são poucas, apontam para esse fator de adaptação escolar, seja na aprendizagem ou pela desordem do humor, ou comportamental, é o fator que pré dispõe problemas na adolescência. Quando a gente minimiza o dano, interrompe esse processo, a gente quase que está mudando o destino da criança, porque ela vai ter uma adolescência mais saudável e com menos fatores de risco envolvidos, entre eles, beber precocemente. Essa ação preventiva é das mais relevantes e a gente pode contar nos dedos de uma mão, onde é feito no mundo esse tipo de trabalho, e é feito aqui em Tarumã”, assinala sem deixar esconder a sua satisfação como médica, dos resultados obtidos com esse programa.

Fonte: Revista Correio Assissense p. 5, Assis 2 a 8  marco, 2016

quarta-feira, 2 de março de 2016

ENTREVISTA: Projeto Periscópio

Entrevista: Dra. Ana Cecilia Marques fala sobre o projeto Periscópio. O Projeto “Periscópio” surgiu da necessidade de implantação de Políticas Públicas no município de Tarumã, direcionadas ao uso indevido de drogas.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O PROBLEMA DO ÁLCOOL

Palestra: O PROBLEMA DO ÁLCOOL
08/10/2015 - Dra. Ana Cecília


https://www.youtube.com/watch?v=xQ68_UFMQec

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

STF e a inconstitucionalidade do artigo 28 da lei de drogas: reduzindo um fenomeno tão complexo como é o uso de drogas a pó...
Ana Cecilia Petta Roselli Marques

Considerando que a política de drogas no país "engatinha", principalmente, na implementação de medidas preventivas, a base de uma política sólida, humana e efetiva;

Considerando que em função disso, a população não conhece o impacto das drogas no indivíduo e na sociedade, e vive uma relação com o tema muito imatura, infantil, leviana e desatualizada;

Considerando que a população adolescente é o alvo deste impacto, e levando em conta a sua vulnerabilidade natural, qualquer ação simplista produzirá um resultado imprevisível, pois o adolescente tem baixa percepção de risco em relação ao comportamento e banaliza suas consequências;

Considerando que quando uma droga ilícita se torna um produto qualquer, determina uma economia perversa, tão devastadora como o próprio tráfico, cujo melhor exemplo é o álcool;

Considerando que todos os países que flexibilizaram a lei de drogas sem instituir antes sua política, mesmo os países desenvolvidos, sofreram graves consequências, não obtiveram sucesso, e voltaram a restringi-la;

Considerando que as consequências mais diretas e graves das medidas liberalizantes são o aumento do consumo, atingindo crianças e adolescentes; o aumento de transtornos mentais e de comportamento, entre eles a esquizofrenia, a síndrome do pânico, a depressão, o aumento da prevalência de dependência e outras doenças relacionadas; o aumento de acidentes no trânsito, o aumento da experimentação de outras drogas, o aumento dos diferentes tipos de violência, entre outros problemas;

Considerando que segundo os relatórios da Polícia Federal, 1/4 dos presos cometeram crimes relacionados às drogas, e portanto, a minoria, não sendo eles responsáveis pelo complexo problema do sistema penitenciário e da própria justiça brasileira;

Considerando que a população brasileira já respondeu a pesquisas sobre o tema, e a maioria não aprova a legalização de nenhuma droga;

Considerando que as famílias brasileiras não estão preparadas para manejar o problema sem uma política que as proteja,

a ABEAD, uma associação que há mais de 40 anos, com pouquíssimos patrocínios, divulga estudos, promove o debate e incentiva ações baseadas em evidências científicas para que o tema seja entendido na sua complexidade, É CONTRA A AÇÃO DO STF QUE QUER TORNAR O ARTIGO 28 da lei de drogas INCONSTITUCIONAL, pois entende que qualquer ação no sentido de contribuir para o fácil acesso às drogas, lícitas ou ilícitas, um fenomeno multidimensional, reduzirá a visão sobre ele, e as cegas, o resultado será muito nocivo para TODOS OS BRASILEIROS.


A MAIOR PARTE DA população brasileira é CONTRA A LEGALIZAÇÂO DE DROGAS, e esta ação do STJ pode significar mais um passo na contramão da organização de uma boa política, que deve ser construída para garantir o DIREITO HUMANO DE NÃO USAR DROGAS!

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Programas devem ser coadjuvantes dos tratamentos

Para Ana Cecília, grupos como os Alcoólicos Anônimos não podem ser encarados como tratamento, mas ela reconhece que esses programas podem melhorar a eficácia da terapia multidisciplinar, quando associados. “O AA é coadjuvante e ajuda muito quando o paciente resolve se tratar, mas serve também para sensibilizar aqueles relativamente resistentes e que não enxergaram o problema”, afirma.

terça-feira, 10 de março de 2015

Drogas sintéticas e álcool



A psiquiatra Ana Cecília Marques, presidente da Abead (Associação Brasileira para o Estudo do Álcool e outras Drogas), afirma que o Brasil vem sendo alertado sobre a nova onda de drogas sintéticas há 15 anos, mas não há preocupação do governo a respeito.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Drogas sintéticas, crescimento alarmante

Vários campos do saber têm se mobilizado para responder às angústias humanas. Todos investem, de acordo com suas crenças, na procura de caminhos para o homem ser feliz. 

Grande parte da comunidade humana, científica ou não, dirige seus esforços para a solução de problemas ou a construção de melhores condições de vida, pautadas no aspecto físico das questões. 

É formidável todo esse progresso, e ele tem amenizado muitas aflições, mas soluciona os conflitos de fato, ou atua apenas nos sintomas? 

Temos notícia que 97 novas drogas por ano entram no mercado. Assevera Camila Brandalise, jornalista da Revista “ISTOÉ”, que a facilidade do surgimento de novos laboratórios e do acesso às matérias-primas, na maioria dos casos, a anfetamina, tem feito a produção e o consumo dessas novas drogas sintéticas aumentarem drasticamente, como aponta estudo divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). 

O mundo está envolvido pela maré montante do vício, que encontra suas fontes abastecedoras numa ramificação oculta e poderosa, encarregada de espalhar, especialmente entre os jovens, as substâncias tóxicas que não somente debilitam o físico, como também minam as fibras morais, solapando o caráter. 

Segundo a psiquiatra Ana Cecília Marques, Presidente da Associação Brasileira para o Estudo do Álcool e outras Drogas (Abead), o Brasil já vem sendo alertado sobre a nova onda de drogas sintéticas há mais de 15 anos, mas não se vê uma preocupação do governo em informar e pesquisar sobre essas substâncias. 

Os dados são preocupantes ainda mais quando se observa que quase 50% da população em tratamento por dependência química são jovens na faixa etária de 20 a 30 anos. Além disso, 50% são solteiros, 50% não tinham trabalho, 94% são homens, 67% não estavam estudando e 40% não possuem o ensino fundamental. 

Outro dado apontando é que 70% dos internados para tratamento por dependência química são encaminhados pela Justiça. "A relação da dependência química com a criminalidade é muito próxima. Eu costumo comparar a situação dos dependentes com a de uma pessoa que, em um dia muito quente, não encontra água para beber. Multiplica essa sensação por mil para saber as consequências da droga. Daí vêm as reações como o roubo, para conseguir dinheiro para comprar droga". 

Estudo da ONU mostra que o número de novas drogas sintéticas vem crescendo rapidamente, e para controlar esse avanço, é necessário buscar saber o perfil dos produtores e usuários dessas drogas, alertando-os da possibilidade perigosa de estar comprando uma droga e levando outra, o que fatalmente traria desgraças imediatas. 

O colorido paraíso químico das viagens psicodélicas tantas vezes tem adquirido a palidez mortal, como tragicamente o confirmaram nomes famosos, entre os quais os de Elvis Presley, Jimy Hendrix, Janis Joplin e, mais perto de nós, Elis Regina. 

Diante de tantas tragédias que já aconteceram, em nome de uma pseudo-liberdade, podemos afiançar: Só é livre verdadeiramente, quem tem compromisso com a vida; Aqueles que fogem desse compromisso, não são livres, são soltos. Quem é verdadeiramente livre, vai onde quer. Quem é solto, não sabe para onde caminha, vive a dar cabeçadas. 

Disponível em: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=466240